Economia

Empresários pedem ao governo imediata regularização de pagamentos em atraso

  • 14 de Outubro de 2018
  • 80 Visualizações, Última Leitura a 18 Abril 2019 às 20:26
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Fórum CCIA 2018 afirma estar-se perante um “problema ético fundamental que distorce o funcionamento” da economia e das empresas.

O Fórum CCIA 2018 - Encontro Empresarial dos Açores fez um apelo ao governo no sentido da imediata regularização de pagamentos em atraso por parte da administração regional e setor público empresarial regional (SPER).

O Fórum fala na existência de um “volume muito significativo de dívidas”, razão pela qual “considera imprescindível que o Governo tenha uma estratégia para a sua regularização imediata”.

“Entende o Fórum estarmos perante um problema ético fundamental que distorce o funcionamento da economia, das empresas e dos serviços, de forma perigosamente disruptiva, prejudicando gravemente o autofinanciamento das empresas”, pode ler-se no documento final do Encontro Empresarial dos Açores, que reuniu em Angra do Heroísmo, nos últimos dois dias, cerca de meia centena de empresários representando as três câmaras de Comércio dos Açores e vários setores de atividade.

O encontro, subordinado ao tema da competitividade da economia regional e que fez uma análise ao estado da economia regional, deu ênfase às áreas dos transportes e energia.

Ainda sobre o SPER, o Fórum constatou que no final do primeiro semestre de 2018 o mesmo devia a fornecedores 193,7 milhões de euros, sendo que destes 115 eram dos hospitais e 50 milhões da SATA, representando 85% do total.

“O SPER tem-se afigurado, no global, como um sorvedouro de recursos, pese embora o contributo positivo da EDA”, frisa o Fórum, referindo que o setor público empresarial apresentava, a 30 de junho de 2018, resultados transitados acumulados de -515,5 milhões de euros.

Quanto aos transportes aéreos, o Encontro Empresarial dos Açores apresentou uma visão crítica.

E concluiu terem sido “desastrosas as limitações da conectividade interna nos Açores pelos impactos castradores que tiveram nas operações turísticas da generalidade das ilhas, com a agravante da prática de preços excessivamente elevados, não permitindo o crescimento potencial das ilhas mais pequenas”.

Sugeriu a alteração do modelo de gestão da SATA Air Açores no sentido de assegurar maior oferta, redução de tarifas, aumento de voos e alargamento de horários visando uma “maior distribuição dos passageiros que entram pelas gateways” já liberalizadas.

O Fórum manifestou “profunda preocupação” com a situação da SATA, defendendo para a transportadora aérea açoriana uma profunda reestruturação com a separação clara da atividade e do financiamento das empresas do grupo.

De igual modo, constatou a necessidade urgente de haver um ajustamento do modelo nacional de apoio à mobilidade dos Açores, atendendo “o impacto negativo que tem nos preços praticados, onerosos para a tesouraria dos residentes e incomportáveis para a procura externa”.

Quanto ao transporte aéreo de cargas, o Fórum entende ser “incompreensível e inaceitável que chegados ao final de 2018, ainda não se tenha clarificado qual o modelo para a resolução do problema” nas ilhas de São Miguel e Terceira, “em face de uma situação em que o serviço é demasiadas vezes imprevisível e acarreta custos demasiado elevados”.

Quanto aos transportes marítimos de carga, os empresários açorianos reafirmaram as suas críticas ao modelo atualmente existente e mostraram-se contra a aquisição de um navio Ro-Ro “sem que antes se tenha revisto e equacionado, de forma tecnicamente balizada, o que será o modelo de transportes marítimos para os Açores, sob pena de se fazerem opções erradas e onerosas para o futuro”.

O Fórum concluiu haver potencial da Região na utilização de energias renováveis, apontando ainda a circunstância de alguns segmentos do setor energético “estarem monopolizados nos Açores, exigindo melhor regulação, informação e transparência”.


Fonte. Açoriano Oriental

 

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