Economia

Consórcio MAIS quer iniciar voos com cargueiro em outubro

  • 19 de Setembro de 2018
  • 68 Visualizações, Última Leitura a 21 Junho 2019 às 00:02
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O consórcio luso-espanhol MAIS - Madeira Air Integrated Solutions pretende iniciar a operação com um avião cargueiro em Ponta Delgada no início de outubro, confirmou ontem o seu diretor executivo, António Beirão, em declarações à Antena 1/Açores.

Recorde-se que o Consórcio MAIS, que já opera na Madeira, anunciou a sua intenção de voar para os Açores com um avião cargueiro no início deste ano e o arranque da operação chegou mesmo a ser anunciado para julho e sendo depois sucessivamente adiado até setembro, para encontrar agora nova data de arranque em outubro.

Em causa estiveram as negociações que se prolongaram durante o verão para o serviço em terra (handling) a prestar pela SATA no aeroporto de Ponta Delgada, uma situação que estará já resolvida, conforme refere o Consórcio MAIS.

“Tivemos na semana passada uma reunião do conselho de administração e tomámos a decisão de avançar para os Açores”, afirmou em declarações à Antena 1/Açores o diretor executivo do Consórcio MAIS, António Beirão, referindo “termos já planeado neste momento o arranque o mais tardar na primeira semana de outubro, mal estejam confirmadas todas as condições, quer operacionais pelo nosso lado, quer comerciais, por parte do mercado”.

O Consórcio MAIS anunciou a operação apenas para Ponta Delgada, mas admite também voar para outras ilhas, no âmbito das obrigações de serviço público, caso este seja o entendimento dos Governos da República e dos Açores.

“Há contactos a este nível no sentido de darmos resposta não só às exigências do mercado em São Miguel, como das restantes ilhas”, admitiu António Beirão à Antena 1/Açores.

Recorde-se que ainda há muito pouco tempo atrás, ficaram patentes divergências de posição dos Governos dos Açores e da República relativamente ao transporte de carga aérea entre o continente e os Açores, com a Região a não abdicar da abertura de um novo concurso com obrigações de serviço público para um avião cargueiro, considerando que o serviço privado será um complemento, enquanto a República defende que, havendo um privado interessado em prestar este serviço, é preciso primeiro ver se ele preenche as necessidades de mercado e só depois, no caso disto não acontecer, lançar um novo concurso público para o avião cargueiro.

A operação de transporte de carga área entre Lisboa e Ponta Delgada pelo Consórcio MAIS tem previstas cinco frequências semanais, sem ajudas do Estado, num avião com uma disponibilidade de cerca de seis toneladas de carga.

Em declarações ao Açoriano Oriental, o secretário geral da Associação dos Comerciantes do Pescado nos Açores (ACPA), Pedro Melo, admite que neste momento - e depois de sucessivos atrasos no arranque da operação - “é complicado saber exatamente quando irá arrancar a operação, estamos a aguardar”.

A ACPA estabeleceu já uma parceria comercial para a utilização pelos seus associados do avião cargueiro do Consórcio MAIS.

O escoamento de peixe representa mais de 70 por cento da carga aérea nos Açores e, por isso, há muito que a ACPA reclama uma alteração do modelo para a carga, a exemplo do que aconteceu com o transporte de passageiros, com a liberalização em 2015.

Contudo, os comerciantes de pescado também se revelaram sempre críticos dos dois concursos públicos já lançados pela República e não concluídos, considerando-os sobredimensionados para a realidade açoriana e reclamando sempre uma solução que começasse com menos obrigações e avançasse depois, passo a passo, à medida que o mercado fosse dando resposta.

Conforme refere Pedro Melo, a operação da forma como está desenhada pelo Consórcio MAIS está mais adequada ao mercado atual, com saídas dos Açores ao início da noite, permitindo a colocação do peixe nos mercados na manhã seguinte e prevendo, excecionalmente, mais do que uma viagem diária para São Miguel ou mesmo deslocações pontuais a ilhas onde haja grandes quantidades de pescado à espera de escoamento.

Apesar de expectante em relação à operação do avião cargueiro privado, Pedro Melo não deixa, contudo, de lamentar que se tenha perdido o verão com sucessivos atrasos nas negociações, uma vez que esta é a altura em que há mais peixe para escoar e muito dele acabou por sair de barco, com perdas comerciais para o setor.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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