Economia

Crescimento do turismo aumenta a produção de lixo

  • 30 de Agosto de 2018
  • 61 Visualizações, Última Leitura a 25 Abril 2019 às 21:57
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Em 2017 a produção de resíduos urbanos na Região aumentou, situação atribuída ao aumento do turismo no arquipélago.

Segundo o relatório referente à produção e gestão de resíduos urbanos em 2017, no ano passado foram produzidas 137.339 toneladas de resíduos urbanos nas nove ilhas do arquipélago, mais 5635 toneladas que em 2016, o que representa um aumento de 4,28 por cento.

Para o diretor regional do Ambiente, este acréscimo, que “confirma a inversão iniciada no ano anterior e acontece depois de anos consecutivos de redução dos quantitativos produzidos (2014 e 2016)”, é “imputável, sobretudo, ao aumento da população flutuante da Região, em resultado do incremento dos fluxos turísticos, com impactes em quase todas as ilhas”.

O responsável acrescentou, no entanto, que comparando os resultados obtidos nos últimos anos com as estimativas do Plano Estratégico de Prevenção e Gestão de Resíduos dos Açores (PEPGRA), se constata que a produção de resíduos urbanos tem sido inferior à expectável, ainda que, num contexto de consolidação da oferta turística, se preveja uma aproximação das previsões.

Neste sentido, o diretor regional do Ambiente realçou que as medidas de prevenção promovidas pelo executivo regional assumem um papel determinante para que se evitem aumentos de produção mais significativos.

Refira-se que no ano passado para além da abordagem da problemática dos resíduos em atividades regulares de educação e de sensibilização ambiental, o executivo regional desenvolveu um programa específico de ações orientadas para a redução da produção de lixo.

Entre essas medidas, foram colocados à disposição da população contentores destinados à recolha de roupa e outros têxteis, calçado e brinquedos usados.Em São Miguel foi instalado um contentor em Ponta Delgada, junto ao Teatro Micaelense, cuja recolha dos itens está a cargo da Solidaried’arte.

A realização de campanhas de sensibilização para a compostagem de resíduos orgânicos; de sensibilização e formação de combate ao desperdício alimentar e de sensibilização para o uso de fraldas reutilizáveis foram outras das medidas implementadas, e que continuam em 2018.


Cada açoriano produz 1,54 quilos de lixo por dia

Cada açoriano produziu em média 1,54 quilos de lixo por dia no ano passado, revela o relatório referente à produção e gestão de resíduos urbanos em 2017 que ontem foi apresentado.

No total do ano, cada açoriano terá produzido 561 quilos de resíduos urbanos, valor acima da média nacional (483 quilos por habitante) e da União Europeia (474 quilos por habitante em 2014).Face a estes dados, o diretor regional do Ambiente lembrou que muitos dos produtos consumidos no arquipélago vêm do exterior embalados, sendo por isso natural uma maior produção de resíduos.

De ilha para ilha, a quantidade de lixo produzida por cada habitante também varia, entre os 1,13 quilos de lixo por dia dos habitantes de Santa Maria e os 1,63 quilos de lixo por dia dos habitantes da Terceira.

Em São Miguel estima-se que cada habitante tenha produzido 1,62 quilos de lixo por dia.Numa análise da produção de resíduos por ilhas, verifica-se ainda que no ano passado variaram entre as 200 toneladas no Corvo e as 81.668 toneladas em São Miguel.

O relatório agora apresentado revela que o maior aumento relativo da produção de resíduos urbanos se registou em Santa Maria (18%), o que foi atribuído ao “controlo efetivo e rigoroso da generalidade da produção, em decorrência do encerramento do aterro e da instalação de uma nova báscula no Centro de Processamento de Resíduos”.

Já em São Miguel foram registados aumentos nos últimos três anos de 1,7% em 2015, 4,8% em 2016 e 5,4% em 2017, situação justificada com a variação da população flutuante, em resultado do crescimento do turismo.


Região longe da meta de 50% da taxa de reciclagem

A taxa de preparação para reutilização e reciclagem foi de 35,9 por cento no ano passado, sendo que a meta do PEPGRA é de 50 por cento, revela o relatório ontem apresentado referente à produção e gestão de resíduos urbanos em 2017.

Segundo o diretor regional do Ambiente, a retirada de algumas embalagens do âmbito das novas licenças de Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de embalagens (SIGRE) e a adaptação dos Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU) à implementação dos mesmas e ao procedimento de alocução, condicionou a expedição de materiais para reciclagem, com prejuízo para a taxa de reutilização e reciclagem em 2017.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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