Economia

Turismo faz aumentar receita com impostos indiretos

  • 28 de Agosto de 2018
  • 63 Visualizações, Última Leitura a 19 Abril 2019 às 22:18
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A cobrança de impostos indiretos nos Açores aumentou 17,6 por cento durante os últimos três anos, segundo os dados do Boletim de Execução Orçamental da Direção Regional do Orçamento e Tesouro.

No final do primeiro semestre de 2018 foram arrecadados 222,9 milhões de euros de impostos indiretos nos Açores, enquanto no primeiro semestre de 2015 a receita dos impostos indiretos se fixou em 189,6 milhões de euros.

A subida da receita com os impostos indiretos está, em parte, associada à liberalização do espaço aéreo dos Açores, que começou no final de março de 2015 e transformou a economia na Região.

Os dados estatísticos apresentados pelo Governo Regional dos Açores indicam um aumento de 60 por cento, durante os últimos três anos, da receita proveniente do ISV ( Imposto Sobre Veículos), que está relacionado com a compra de viaturas novas.

O aumento da capacidade de resposta das empresas rent-a-car provocou uma subida deste imposto que subiu 2,4 milhões de euros, no primeiro semestre de 2015, para 3,8 milhões de euros, em junho de 2018.

Com mais viaturas houve também o aumento da receita proveniente do IUC (Imposto Único de Circulação) que subiu 40 por cento, passando de 1,8 milhões, no final do primeiro semestre de 2015, para 2,5 milhões em junho de 2018.

Ainda relacionado com a circulação automóvel registou-se uma subida de 30 por cento com a cobrança do ISP (Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos), que evoluiu de 23,1 milhões de euros, no primeiro semestre de 2015, para 30,2 milhões de euros, no primeiro semestre de 2018.

Com mais pessoas a visitar as ilhas também se registou uma subida da receita fiscal proveniente da aplicação do IABA (Imposto sobre o álcool e as bebidas alcoólicas).

A cobrança deste imposto subiu 30 por cento, durante os últimos três anos, evoluindo de 2,1 milhões para 2,7 milhões de euros.

A receita proveniente da cobrança do Imposto do Consumo sobre o Tabaco também registou uma subida de 18,5 por cento, passando de 13,3 milhões para 15,7 milhões de euros, durante os últimos três anos.

O imposto indireto com maior influência na receita é o IVA, que também registou uma subida de 14,5 por cento, durante os últimos três anos. No final do primeiro semestre de 2015 foram cobrados 136 milhões de euros em IVA, sendo que no final de junho a receita fiscal do IVA atingiu os 155 milhões de euros.

A subida dos impostos indiretos permitiu compensar a perda registada com a receita dos impostos diretos nos Açores.

Segundo os dados da Direção Regional do Orçamento e Tesouro a receita de IRS registou uma diminuição de 30 por cento, durante os últimos três anos, passando de 72,5 milhões de euros, no final do primeiro semestre de 2015, para 50,6 milhões de euros, no final do primeiro semestre de 2018.

A receita de IRC desceu 8 por cento, de 16,2 milhões para 14,9 milhões de euros.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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