Economia

Apoios para compensar seca já têm cerca de 800 candidaturas

  • 24 de Agosto de 2018
  • 64 Visualizações, Última Leitura a 19 Abril 2019 às 23:06
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

O secretário regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, revelou ontem que os apoios que o Governo vai conceder para compensar os prejuízos com a seca nos produtos hortícolas, milho forrageiro e tabaco já receberam cerca de 800 candidaturas em apenas duas semanas e meia.

João Ponte acompanhou ontem no terreno os trabalhos de uma equipa técnica de verificação dos prejuízos declarados pelos agricultores na freguesia dos Fenais da Luz, no concelho de Ponta Delgada.

Citado pelo GACS, o secretário regional da Agricultura e Florestas afirmou que “neste momento, temos cerca de 800 candidaturas, o que dá uma área superior a 3500 hectares de produção de milho forrageiro e mais cerca de 130 hectares de hortícolas”, o que corresponde, segundo João Ponte, a “alguns milhares de parcelas” afetadas.

Contudo, acrescentou João Ponte, o Governo só irá definir o valor do apoio por hectare após o fim do prazo das candidaturas, sendo que os representantes dos agricultores já haviam pedido ao Governo para que clarificasse o mais rapidamente possível qual o montante disponível para estes apoios.

Acompanharam a visita realizada ontem pelo secretário regionais aos Fenais da Luz também o diretor regional de Agricultura, José Élio Ventura, e os presidentes da Associação Agrícola de São Miguel, Jorge Rita, e dos Jovens Agricultores Micaelenses, César Pacheco.

João Ponte lembrou ainda que “o prazo de entrega das candidaturas termina no dia 6 de setembro, mas os controlos já se iniciaram.

Estamos neste momento com 15% dos controlos já efetuados. Vamos, nas próximas semanas, intensificar os controlos e dar mais celeridade nos trabalhos de campo, sem pôr em causa a avaliação correta dos prejuízos”.

As candidaturas aos apoios para compensar os prejuízos resultantes da seca prolongada que se faz sentir nos Açores têm chegado de todas as ilhas, mas com particular incidência nas ilhas de São Miguel e Terceira, que além de serem as ilhas com mais população, têm sido também das ilhas onde os efeitos da seca mais se têm feito sentir.

Recorde-se que a Portaria da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas que regulamenta os apoios a conceder aos agricultores devido à seca considera três graus diferentes de prejuízo, fixados em 25%, 50% e 75% do total da cultura e/ou colheita.

E é sobre estes três graus de prejuízo que o Governo dá um apoio de 75% face à perda considerada e verificada no terreno pelo Serviço de Desenvolvimento Agrário de Ilha.

O apoio a conceder pelo Governo para fazer face aos efeitos da seca é um apoio não reembolsável e os agricultores devem dirigir-se aos Serviços de Desenvolvimento Agrário da sua ilha para declararem as parcelas de terreno afetadas pela seca.

Depois, os técnicos vão ao terreno efetuar uma avaliação e estabelecer se o agricultor tem prejuízos nas suas culturas que se enquadram nos três graus de perdas a considerar para afeitos de apoio.

Estão excluídos do apoio extraordinário para fazer face às perdas nas culturas resultantes da seca os agricultores cujas explorações apresentem prejuízos inferiores a 200 euros.


Fonte: Açoriano Oriental

 

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Um mais Um? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos