Economia

Energia renovável atinge 41% da produção no primeiro semestre

  • 14 de Agosto de 2018
  • 20 Visualizações, Última Leitura a 23 Setembro 2018 às 17:36
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A produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis e endógenas nos Açores foi de 41% no primeiro semestre deste ano, o que representou um crescimento de 1,6% face ao período homólogo de 2017.

Este aumento de produção de energia a partir de fontes renováveis evitou a emissão de cerca de 64 mil toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera, permitindo ainda uma redução de 7% na utilização de combustíveis fosseis.

Os dados foram ontem revelados pela diretora regional da Energia, Andreia Carreiro, no final de uma visita à Central Hidroelétrica dos Túneis, na Ribeira Quente, na ilha de São Miguel.

Citada pelo GACS, Andreia Carreiro afirmou que “este é um resultado bastante satisfatório, que nos mostra que estamos a assistir e a valorizar uma desejada transição para as energias limpas, que privilegia os recursos naturais, renováveis e endógenos, como um dos pilares para a independência energética dos Açores”.

E apesar da sua fragmentação territorial, a Região apresenta um potencial diversificado de recursos, “absolutamente inédito a nível global e que pretendemos maximizar”, afirmou Andreia Carreiro.

Em destaque está a energia geotérmica, com um crescimento de cerca de 14% em 2018, assumindo uma representatividade de 27% do total da energia produzida nos Açores, o que se deve, em parte, à entrada em funcionamento no final do ano passado da Central do Pico Alto, na Ilha Terceira, que já assegura 12% da energia dessa ilha, enquanto que a representatividade em São Miguel atinge os 44%.

Andreia Carreiro apontou também o potencial da energia eólica, que representou mais de 8% da energia elétrica produzida no primeiro semestre de 2018, bem como a hídrica, com cerca de 4%, acrescentando que “estão em curso diversos projetos que vão incrementar a integração de energias limpas no sistema eletroprodutor”.

A diretora regional da Energia, afirmou ainda que o esforço para reduzir a dependência de combustíveis fósseis para a produção de eletricidade “tem sido significativo”, explicando que “estas soluções, apesar de apresentarem investimentos iniciais superiores aos da opção de reforço da componente térmica, permitem reduzir custos de operação e aumentar a autonomia do sistema produtor”.

Andreia Carreiro concluiu, lembrando que esta é uma aposta “crucial” numa “realidade arquipelágica que se materializa em micro redes isoladas”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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