Economia

Apoio para fazer face à seca cobre 75% do prejuízo

  • 7 de Agosto de 2018
  • 103 Visualizações, Última Leitura a 24 Agosto 2019 às 20:00
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Agricultores já podem candidatar-se ao apoio do Governo para compensar os efeitos da seca. Apoio não cobre prejuízos abaixo de 200 euros
O apoio financeiro excecional que o Governo dos Açores vai conceder aos produtores de milho, de hortícolas e de tabaco que foram afetados pela seca cobre 75% do prejuízo.

A Portaria da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas que regulamenta os apoios a conceder aos agricultores devido à seca considera, no entanto, três graus diferentes de prejuízo, fixados em 25%, 50% e 75% do total da cultura e/ou colheita.

E é sobre estes três graus de prejuízo que o Governo dá um apoio de 75% face à perda considerada.

O apoio a conceder pelo Governo para fazer face aos efeitos da seca é um apoio não reembolsável e é pago em função dos prejuízos que forem verificados no terreno pelo Serviço de Desenvolvimento Agrário de Ilha.

Ou seja, os agricultores devem dirigir-se aos Serviços de Desenvolvimento Agrário da sua ilha para declararem as parcelas de terreno afetadas pela seca e os técnicos vão depois ao terreno efetuar uma avaliação e estabelecer se o agricultor tem prejuízos nas suas culturas que se enquadram nos três graus de perdas a considerar para afeitos de apoio.

Estão excluídos do apoio extraordinário os agricultores cujas explorações apresentem prejuízos inferiores a 200 euros.

Contudo, refere a Portaria, os montantes de referência a considerar para a cultura do milho, hortícolas e tabaco só serão definidos através de um despacho do membro do Governo com competência em matéria de Agricultura.

Desde ontem que os agricultores podem candidatar-se a este apoio extraordinário, que já tinha sido anunciado recentemente pelo secretário regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, depois de se reunir com a direção da Associação Terra Verde.

A apresentação das candidaturas é feita junto dos Serviços de Desenvolvimento Agrário de Ilha e os agricultores têm agora 30 dias para se candidatarem aos apoios.

Segundo refere a Portaria da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, este apoio extraordinário destina-se “a compensar as perdas na produção e/ou colheita das culturas do milho, hortícolas e tabaco, das explorações afetadas pela acentuada e persistente diminuição de precipitação que se tem verificado na Região Autónoma dos Açores desde o início de março de 2018”.

Citado pelo GACS, o diretor regional da Agricultura, José Élio Ventura, referiu que já ontem houve uma primeira candidatura na ilha Terceira, no âmbito deste apoio.

As ilhas de São Miguel, Terceira, Graciosa e Santa Maria são as mais afetadas pela seca nos Açores, com destaque para as zonas litorais.

Citado pelo GACS, o diretor regional da Agricultura, José Élio Ventura, lembra a relevância da cultura do milho forrageiro nos Açores - essencial para o alimento das vacas - representando uma área de cerca de 12 mil hectares, enquanto que as culturas hortícolas, mesmo em crescimento, ainda representam apenas cerca de 1200 hectares.

E os efeitos da seca na produção de leite só começarão a notar-se verdadeiramente no próximo inverno, altura em que deveriam ser usadas as forragens colhidas no fim deste verão.

Por isso, o Governo dos Açores decidiu conceder recentemente outro apoio extraordinário, neste caso para a compra de 10 mil toneladas de alimento - fibra, palha e feno - destinado às vacas.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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