Economia

Empresários defendem financiamento extraordinário

  • 19 de Julho de 2018
  • 51 Visualizações, Última Leitura a 17 Outubro 2018 às 20:45
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O Governo Regional dos Açores deve solicitar autorização à Assembleia da República para aumentar o seu endividamento público, de modo a regularizar as dívidas a fornecedores.

A ideia é apresentada por Mário Fortuna, presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, que considera ser necessário obter “um financiamento extraordinário para corrigir uma situação que não está bem”.

Segundo o representante dos empresários, a falta de liquidez de “alguns organismos na área da saúde” estão a “perturbar o normal funcionamento das empresas”, porque está em atraso o pagamento de “milhões de euros”.

“Estamos há mais de seis meses a aguardar a conclusão de um plano de pagamentos em atraso nos hospitais”, declara Mário Fortuna, acrescentando que reconhece que as contas da Região necessitam de medidas excecionais para não prejudicar as empresas.

“Conforme se conhecem as contas das empresas públicas é evidente que os pagamentos, em atraso, se refletem na atividade das empresas privadas”, disse o presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores.

Mário Fortuna considera que é urgente tomar medidas para não sacrificar mais a economia regional, sem pensar nas eleições legislativas de 2019.

“Vou-me abstrair de calendário políticos, porque estamos a falar de questões económicas e urgentes.

Não vamos sacrificar as pessoas e a economia com mais um adiamento. Já acumulamos um conjunto de situações que não devem esperar o melhor calendário político”, frisa.

Para concretizar um aumento de dívida e regularizar os pagamentos, Mário Fortuna, esclarece que a Região necessita de uma autorização da Assembleia da República.

Um procedimento que deve começar a ser preparado pelo executivo regional para não se perder mais tempo e aliviar os constrangimentos nas empresas que fornecem bens ou serviços a organismos dependentes do financiamento regional.

 

Problemas com a SATA

A divulgação das contas do grupo SATA, que apresentou um prejuízo de 41 milhões de euros em 2017, são motivo de grande preocupação para a Câmara de Comércio e Indústria dos Açores.

Mário Fortuna considera que este prejuízo “é incompreensível e inadmissível”, porque a empresa até conseguiu aumentar o número de voos e passageiros.

“Não se percebe como uma empresa derrapa nesta ordem de grandeza”, assume o representante dos empresários que defende a adoção de uma “estratégia firme, segura e sustentável” para não colocar em risco a SATA.

Mário Fortuna critica ainda a disponibilidade de avales do Governo Regional para empresas públicas que vão “sistematicamente derrapando” e não existem “boas perspetivas de que algum dia os empréstimos sejam liquidados”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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