Economia

Setor da Construção critica baixo investimento público em 2018

  • 18 de Julho de 2018
  • 70 Visualizações, Última Leitura a 26 Maio 2019 às 09:53
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A AICOPA - Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas dos Açores – está “seriamente preocupada” com o setor, tendo em conta “o baixo volume de concursos públicos para a Construção” lançados este ano.

Pedro Marques, presidente da direção da AICOPA, sublinha em artigo enviado à redação que “2018 é já o pior ano dos últimos 10” no que se refere ao valor de concursos públicos para a Construção.

O representante dos empresários do setor alerta que, “chegados ao final do primeiro semestre de 2018”, “entre concursos públicos e ajustes diretos, foram lançados um total de 28,5 milhões de euros de trabalho no setor”, ficando mesmo “abaixo de 2013, ano difícil, em cerca de 1,7 milhões de euros”.

E, como se isso não bastasse, repara Pedro Marques, “se projetarmos um segundo semestre, com base no volume de trabalho alcançado no primeiro, 2018 fechará com um volume de concursos na ordem dos 57 milhões de euros” - o que a concretizar-se corresponde a “um volume anual inferior ao obtido apenas no 1º semestre de 2017”, acrescenta ainda.

A direção da AICOPA sustenta, por outro lado, que se, além destes factos, for tido em consideração que “um concurso leva cerca de seis meses em média a iniciar-se, estão traçadas as bases para que o ano de 2019 seja um ano adverso no que respeita a este tipo de investimento”.

E, como alerta Pedro Marques, “tal não deixará de ter reflexo na capacidade de empregabilidade e de criação de riqueza no setor”.

Segundo o empresário, tendo em conta também que não foram contempladas as alterações à legislação que regula o setor, sugeridas pela direção da associação, “é compreensível que os agentes do setor sintam uma crescente ansiedade e desconforto em relação à sustentabilidade do seu futuro”.

“Num setor, onde os preços e as margens já são tão esmagadas, uma redução de investimento público e o crescimento do número de operadores, vai estrangular ainda mais a economia da construção e os seus agentes”, faz notar Pedro Marques que justifica ainda, que é por essa razão que a AICOPA “tem de continuar a alertar as autoridades políticas e económicas da Região Autónoma dos Açores para a urgência de manter-se consistência no setor”. Segundo Pedro Marques, vive-se atualmente nos Açores “um clima de ansiedade” entre “quem vive no setor da construção”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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