Economia

CCIA defende administrações distintas na Air Açores e Azores Airlines

  • 13 de Julho de 2018
  • 91 Visualizações, Última Leitura a 25 Agosto 2019 às 04:33
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Câmara do Comércio e Indústria dos Açores diz estar “extremamente preocupada e apreensiva com a situação da SATA” e que já solicitou uma audiência com o presidente do Governo Regional.

A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) defende uma reestruturação do conselho de administração da SATA, sugerindo administrações distintas para a Azores Airlines e SATA Air Açores.

“Para nós é incompreensível que tenhamos um conselho de administração truncado na SATA quando existem responsabilidades tão grandes a ultrapassar e que não se compadecem com as situações que têm vindo a público”, afirmou o presidente da CCIA, Mário Fortuna, defendendo que deveriam existir administrações independentes para a Azores Airlines e SATA Air Açores e lembrando que isso será o que vai acontecer caso haja a privatização de 49% do capital da Azores Airlines.

Ao Açoriano Oriental, a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores revelou estar “extremamente preocupada e apreensiva com a situação da SATA”, afirmando que é necessário analisar a SATA Air Açores e a SATA internacional, que está num processo de privatização, separadamente. E acrescentou ainda que, por esse motivo, já solicitou uma audiência com o presidente do Governo Regional.

Neste contexto, Mário Fortuna começou por considerar que “as polémicas que se estão a criar na Assembleia Regional à volta da questão da companhia não são tranquilizantes”, realçando que para a CCIA “foi sempre ponto assente que a informação deve ser disponibilizada logo que esteja disponível e não sem os desfasamentos que têm vindo a ser habituais”.

“Não é desculpa afirmar que estamos à espera das contas consolidadas, porque a consolidação na SGPS é um exercício contabilístico de menor importância. De maior importância é saber-se exatamente o que aconteceu na SATA Air Açores e na SATA Internacional”, frisou.

Por outro lado, Mário Fortuna refere que os sinais vindos do Grupo Central são também “preocupantes”, vincando que “a disfunção do transporte aéreo, quer com o exterior quer no interilhas, é um fator de perturbação acrescida para a atividade económica dos Açores que depende de forma crítica dos transportes”.

Nesse sentido, lembrou que a CCIA defende a liberalização total do espaço aéreo nos Açores, porque “estamos convencidos que esse modelo seria melhor que o atual”.

“Libertem-se as restrições de acesso”, frisou.A terminar, Mário Fortuna afirmou ainda que os pré-avisos de greve da SATA Air Açores são também uma preocupação que “mais uma vez perturbam o bom funcionamento da economia”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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