Economia

Serviço público sobre barcos de mercadorias nos Açores exige revisão

  • 30 de Maio de 2018
  • 28 Visualizações, Última Leitura a 18 Junho 2018 às 15:33
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O presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA), Mário Fortuna, defendeu a "revisão das obrigações de serviço público" no modelo de transporte marítimo de mercadoria dos Açores.

"As obrigações de serviço público são uma restrição. Basicamente obrigam as companhias a fazer algumas coisas que em condições normais não seriam feitas e é basicamente isto que é preciso rever", disse Mário Fortuna.

O presidente da CCIA falava aos jornalistas após uma reunião da Comissão Permanente de Economia, que decorreu na delegação de Ponta Delgada do parlamento dos Açores, encontro que abordou o projeto de resolução do CDS-PP a pedir um modelo alternativo de transporte marítimo de mercadoria no arquipélago.

Mário Fortuna defendeu que algumas das obrigações de serviço público "já não fazem sentido económico", admitindo que é preciso rever o modelo de transporte marítimo de mercadoria dos Açores, à semelhança do que aconteceu com a liberalização do transporte aéreo.

O mesmo responsável sustentou que o modelo atual de transporte marítimo de mercadorias dos Açores é "desajustado" e "antiquado", proporcionando transportes "excessivamente caros", sobretudo para o "consumidor".

"Em última instância, são os consumidores que pagam obrigatoriamente porque as empresas têm de fazer repercutir os custos nas suas vendas e na ponta final está o consumidor, estamos todos nós. A questão é essa é que a Economia dos Açores fica menos competitiva, o custo de vida para os açorianos fica mais elevado e é esta a questão que é preciso resolver", disse.

Na ocasião, a deputada do CDS-PP Graça Silveira lembrou que esta é a segunda vez que o seu partido apresenta a proposta para a realização de um estudo, proposta que foi chumbada no passado, e que a maior abertura de "operadores" e "partidos" para o tema revela "o reconhecimento" de que o atual modelo de transporte marítimo de mercadoria dos Açores "não serve a Região".

"Uma das ideias que é fundamental para desmistificar o modelo de transportes de mercadoria é fazer uma avaliação realista dos custos que estão envolvidos no transporte das mercadorias, porque existe a ideia de que o transporte é caro porque o preço do frete é caro, enquanto que os operadores têm dito sistematicamente de que muitas das vezes são as taxas portuárias que estão a ser altamente penalizadores", lembrou a parlamentar.

A deputada criticou ainda o Governo Regional dos Açores por, através da empresa pública Portos dos Açores, "cobrar taxas completamente diferentes e dependendo dos portos a que se está a operar" quando "exige dos operadores um preço único de frete", independentemente da ilha dos Açores.


Fonte: Lusa / AO Online

 

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