Economia

Greve dos estivadores em Lisboa vai prejudicar empresas regionais

  • 23 de Maio de 2018
  • 27 Visualizações, Última Leitura a 18 Junho 2018 às 15:31
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Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística iniciou uma greve até 2 de junho, ao trabalho suplementar, realizado no Porto de Lisboa.

Câmara de Comércio de Ponta Delgada admite que esta greve poderá causar prejuízos nas empresas locais.

Os estivadores do Porto de Lisboa iniciaram uma paralisação ao trabalho suplementar que se vai prolongar até ao dia 2 de junho, como informou o Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística.

A greve refere-se apenas ao trabalho extra, ou seja, aquele para além do chamado horário normal em dias úteis, e sobre todo o trabalho em sábados, domingos e feriados, mas poderá afetar a normal circulação de mercadorias entre o arquipélago dos Açores e o Porto de Lisboa.

Mário Fortuna, presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada, assume que esta greve provoca uma “grande preocupação” junto dos empresários e teme problemas com o abastecimento na Região.

“Vamos entrar na época alta de turismo e existe uma maior necessidade de produtos. Será mais um fator de perturbação, porque vivemos numa região autónoma e somos mais sensíveis aos efeitos desta greve”, acrescentando que no continente existe a alternativa para regularizar o abastecimento das superfícies comerciais. Os problemas que a greve poderá causar “são transversais” a todos os setores da atividade económica dos Açores, sendo que também poderá causar constragimentos com “as nossas exportações”. É que o Porto de Lisboa representa “mais de 60 por cento do fluxo marítimo para os Açores”, sendo que enviar material através do “Porto de Leixões implica alterar o funcionamento da logística das empresas e vai implicar custos acrescidos”.

Mário Fortuna espera que as entidades consigam chegar a um entendimento para terminar com a greve, porque afirma que “10 dias é muito tempo”.


Posição do sindicato

O sindicato afirmou que tinha “algum otimismo moderado” num “entendimento global” na reunião realizada na passada quinta-feira, “a última que seria possível realizar antes de a anunciada greve se tornar efetiva”.

“Para nosso espanto, chegou ao nosso conhecimento que, na véspera da reunião, o grupo Yilport tinha subido mais um degrau nas suas práticas anti-sindicais, determinando que seria averbada falta injustificada e, adicionalmente, seria impedido de retomar o trabalho nas 24 horas seguintes qualquer trabalhador, dos seus quadros ou da ‘pool’, que não comparecesse na empresa em virtude da realização de qualquer reunião de trabalhadores que as mesmas, unilateral e discricionariamente considerassem ‘ilegal’”, refere o documento.

O sindicato acrescentou que outras “práticas anti-sindicais” estão a ser analisadas pelo Ministério Público e que vários exemplos estavam enumerados no pré-aviso de greve.

O texto no pré-aviso de greve acrescenta-se também como motivos os impasses na atualização salarial e na distribuição do trabalho do porto.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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