Economia

Greve de marinheiros da Atlânticoline chega a cem por cento

  • 20 de Maio de 2018
  • 82 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2019 às 06:37
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Atlânticoline não chegou a acordo com o Sindicato da Marinha Mercante. Greve de marinheiros põe empresa em serviços mínimos.

O presidente do conselho de administração da Atlânticoline admitiu ontem à Lusa que a greve dos marinheiros está nos 100% e que não foi possível chegar a acordo com o Sindicato da Marinha Mercante, apesar “dos esforços”.

“A adesão à greve está a 100% por parte de uma única classe, esta greve está a ser reivindicada por uma classe que é a classe de marinheiros e, portanto, aquilo que se verifica é que de facto eles conseguem parar uma empresa”, admitiu Carlos Faias, garantindo que “o restante pessoal” da empresa está a trabalhar.

O presidente do conselho de administração da empresa pública de transporte marítimo de passageiros e viaturas nos Açores explicou que foram desenvolvidos “todos os esforços para tentar chegar a um acordo” com o Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de viagens, Transitários e Pesca (SIMAMEVIP).

“O sindicato rejeitou aquelas que eram as nossas propostas, aliás o sindicato foi tendo até uma atitude de exigências contínuas, ou seja, definiam determinado valor, determinado patamar e quando nós atingíamos esse valor, a seguir vinha com outras reivindicações, e por isso não foi efetivamente possível chegar a acordo”, disse.

Carlos Faias garantiu que a empresa estava disposta a chegar a “aumentos salariais na ordem dos 12,5%”, acedendo às exigências dos sindicalistas, mas surgiram “novas razões” para a recusa do sindicato.

“Já não eram os valores que estavam em causa, mas era o facto de não aceitarem a avaliação de desempenho como sendo a base do sistema de progressão de carreira e, portanto, essa do nosso lado foi uma reivindicação que esteve sempre desde que nos apresentamos para fazer a revisão do acordo de empresa “, sublinhou.

O responsável admitiu que só estará aberto “a novas negociações” desde que sejam retirados os pré-avisos de greve, realçando que a proposta que estava em cima da mesa “caiu”.

“Se até ao dia de hoje (domingo) em que já estamos em serviços mínimos, tivéssemos de alguma forma conseguido parar a greve, travar a greve, estávamos dispostos a chegar até aquilo que tinham sido as nossas propostas.

Neste momento, não foi possível chegar e já estamos em serviços mínimos, obviamente que estamos a conseguir responder àquilo que são as necessidades sociais impreteríveis, mas há outras que vão ficar afetadas e, portanto, cai por base aquilo que eram as premissas da nossa proposta”, disse.

A Atlânticoline está assim a cumprir os serviços mínimos fixados pelo Tribunal Arbitral com a realização, na linha azul, de duas viagens diárias Horta/Madalena/Horta às 7h30 e 17h15 e uma terceira ligação às 20h15 nos dias em que existe esta ligação.

Na linha verde, que assegura a ligação entre Horta, Madalena e Velas, será feita apenas uma viagem diária com partida da cidade da Horta às 18h45.

Contactado pela Agência Lusa, o SIMAMEVIP recusou para já prestar quaisquer esclarecimentos referindo que os sindicalistas estão reunidos e a trabalhar numa contraproposta que será apresentada à Atlânticoline.

Os trabalhadores reclamam aumentos salariais sendo que o dirigente sindical Clarimundo Batista, em declarações à agência Lusa, lembrava que os marinheiros que “auferem somente 690.10 euros mensais” estão “há dez anos sem qualquer aumento” salarial.

O pré-aviso lançado pelo sindicato inclui, cirurgicamente, as Festas do Espírito Santo (20 a 23 de maio), a Semana Cultural das Velas (5 a 8 de julho), as Festas da Madalena (20 a 22 de julho), o Cais Agosto (27 a 29 de julho), as Festas do Senhor Bom Jesus Milagroso (6 de agosto) e a Semana do Mar (10 a 12 de agosto), num total de 18 dias de greve.


Fonte: Lusa

 

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