Economia

Viabilidade económica do cais de cruzeiros existe mas estudo só será revelado em Junho

  • 24 de Fevereiro de 2010
  • 220 Visualizações, Última Leitura a 18 Novembro 2017 às 21:39
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O secretário regional da Economia confirma que o Governo Regional possui vários números que justificam a construção de um cais de cruzeiros na baía de Angra do Heroísmo, mas estes só serão revelados na apresentação do projecto da obra, que deverá acontecer até Junho deste ano.

Vasco Cordeiro, que, na noite de segunda-feira, falava aos jornalistas no final de um debate promovido pelo Instituto Histórico da Ilha Terceira, recusou antecipar quaisquer dados antes desse momento.

“[Esses números devem ser revelados] quando estiverem consolidados alguns aspectos que entendemos serem relevantes. O Governo Regional já tem alguma informação. É apenas uma questão de querermos torná-la pública após a consolidação de determinados aspectos”, disse.

Uma parte considerável das perguntas colocadas pela assistência no debate teve por objectivo apurar os dados que sustentam a decisão do executivo de Carlos César.

Vasco Cordeiro esquivou-se à questão, adiantando apenas que a viabilidade económica do projecto será sancionada por Bruxelas aquando da candidatura a apoios comunitários.

Os únicos números apresentados pelo secretário regional da Economia indicaram que, em 2009, ocorreram pouco mais de 60 escalas de navios de cruzeiro nos Açores. E que nos últimos quatro anos, a média de passageiros deste segmento de turismo entrados no arquipélago variava entre os 65 e os 70 mil.

Vasco Cordeiro adiantou ainda que a construção de um cais de cruzeiro na baía de Angra está a ser estudada neste momento e que a empresa a quem foi adjudicado esse trabalho recebeu como indicação implantar uma infraestrutura do tipo na baía de Angra.

Questionado sobre se o estudo contempla outras alternativas, o responsável confirmou que a única opção em cima da mesa para o executivo insular é a baía de Angra do Heroísmo.

Aliás, há alguns meses, perante algumas declarações que questionavam se a obra não poderia ser edificada na Praia da Vitória, o presidente do Governo Regional, Carlos César, sublinhou publicamente que a obra é para ser feita em Angra e que a sua localização não é passível de alteração.

Quanto a ganhos, Vasco Cordeiro admitiu que o turismo de cruzeiros não enche hotéis, mas tem um impacto significativo na restauração local e noutro tipo de serviços. E que existem ganhos associados (nomeadamente a promoção boca a boca) assinaláveis.

O secretário regional da Economia sublinhou ainda que a entrada neste nicho do mercado turístico não esgota as potencialidades de Angra em termos turísticos.

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