Economia

Negócios do leite beneficiam de “tréguas” na relação com Angola

  • 13 de Maio de 2018
  • 38 Visualizações, Última Leitura a 17 Outubro 2018 às 18:02
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As empresas de laticínios dos Açores podem beneficiar do reatamento das relações diplomáticas de Portugal com Angola.

A decisão do Tribunal da Relação de Lisboa em enviar para Angola o processo do ex-vice-Presidente angolano, Manuel Vicente, arguido na Operação Fizz, pode funcionar como uma bola de neve e desbloquear muitos negócios para Angola.

As indústrias de leite dos Açores, nomeadamente a Unileite e Insulac, que já mantiveram negócios com este país podem agora retomar a ligação comercial.

Jorge Rita, presidente da Federação Agrícola dos Açores, refere que “durante muitos anos as nossas indústrias venderam muito para Angola. Nos momentos difíceis de escoamento, Angola absorvia os nossos produtos”, acrescentando que agora com o melhoramento das relações diplomáticas se poderá garantir mais um mercado para vender o leite e o queijo dos Açores.

“Angola é um aliado da Região no sentido de garantir o aproveitamento dos nossos produtos lácteos. Espero que os negócios sejam retomados para aliviar a pressão no mercado nacional”, sublinhou o presidente da Federação Agrícola.

Jorge Rita espera que esta seja mais uma “porta aberta” para se vender os produtos da Região para o exterior.

Recorde-se que, na última quinta-feira, o Tribunal da Relação de Lisboa deu razão ao recurso da defesa de Manuel Vicente determinando que o processo contra o ex-vice-Presidente angolano prossiga em Angola, num caso em que o Ministério Público português lhe imputou crimes de corrupção ativa, branqueamento de capitais e falsificação de documento.

Questionado sobre esta decisão, na quinta-feira, em Itália, Marcelo Rebelo de Sousa comentou: “Se for esse o caso, desaparece o ‘irritante’, como aliás chamou o senhor ministro dos Negócios Estrangeiros, que é aquele pequeno ponto que existia, embora menor, mas existia, a ser invocado periodicamente nas relações entre Portugal e Angola”.

O chefe de Estado manifestou a expectativa de que Portugal e Angola possam cooperar, defendendo que é essa a sua vocação, e referiu que “já na próxima semana há uma cimeira em termos de defesa nacional entre os dois países”.

Também, na quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros português disse tomar “muito boa nota” da decisão da justiça portuguesa de enviar para Angola o processo do ex-vice-presidente angolano, afirmando que a relação bilateral poderá agora passar para “o nível mais alto”.

“Esta decisão, encerrando um ‘irritante’, permite que a relação entre Portugal e Angola passe para o nível mais alto possível do relacionamento”, afirmou à Lusa Augusto Santos Silva.


Fonte: Açoriano Oriental

 

 

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