Economia

Empresas devem "errar primeiro, errar rápido e errar em frente" - Erik Qualman

  • 24 de Fevereiro de 2010
  • 245 Visualizações, Última Leitura a 26 Setembro 2017 às 16:31
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O especialista Erik Qualman aconselhou hoje as empresas que começam as experimentar ferramentas da economia social, como o Facebook ou o Youtube, a "errar primeiro, errar rápido e errar em frente".

O autor do livro 'Socialnomics: It's a people-driven economy, stupid' falava à Lusa à margem da 7.ª conferência do Concelho Europeu da Fibra Óptica, que arrancou hoje em Lisboa e se prolonga até quinta feira.

"Se as empresas não tentarem fazer alguma coisa, não vão aprender nada", disse o especialista, acrescentando que "quando se é uma empresa que quer experimentar as ferramentas da economia social, a lição mais importante é que se vai errar e, por isso, é preciso errar primeiro, errar rápido e errar em frente".

Anteriormente, no decorrer da conferência, o mesmo especialista deu a Apple como um exemplo de como as empresas devem prestar atenção às indicações dos seus clientes via redes sociais, ao recordar que a empresa californiana extinguiu uma aplicação que dava acesso a livros electrónicos, porque o Kamasutra estava entre eles.

"A empresa tomou essa decisão por considerar que o Kamasutra era um incentivo à pornografia mas, após ter recebido milhares de mensagens de clientes, inverteu essa decisão no espaço de apenas oito horas", disse.

Erik Qualman referiu que as redes sociais são enormes, afirmando que "se o Facebook fosse um país, seria o terceiro mais populoso do mundo, atrás da China e da Índia" e que o segundo maior motor de busca do mundo é o Youtube.

O especialista em economia social considerou também que as redes sociais redefiniram o tempo e a distância para as pessoas e para as empresas, referindo, a título de exemplo, que a Coca-Cola já prefere mandar os seu produtos de marketing para as redes sociais, onde estão as pessoas.

"A Coca-Cola percebeu que a melhor forma de pescar é onde está o peixe", afirmou.

Por outro lado, referiu que as mudanças relacionadas com as redes sociais estão a afectar as grandes indústrias: "Já vimos isso na indústria da música, quando o iTunes tomou conta da distribuição por via digital. A indústria da música foi lenta a reagir porque queria fazer dinheiro da mesma maneira".

"Em vez de acabarem com os custos de produção e distribuição e venderem directamente ao cliente, acharam que a melhor estratégica era processar os clientes", disse.

Na abertura da sessão, onde Erik Qualman foi o orador convidado, o presidente do Fiber to the Home European Council (Concelho Europeu da Fibra Óptica) justificou o tema da conferência - os serviços através das redes de nova geração - com as pessoas.

"Os consumidores não entendem de megabites por segundo, estão fartos de ouvir falar da infra-estrutura. Entendem é dos serviços", afirmou.

Ou seja, querem saber em que medida as suas vidas melhoram com as novas redes, disse.

No decorrer da conferência serão focados temas como a saúde e o ensino à distância, bem como a vertente do entretenimento.

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