Economia

Carne açoriana vai ter marca própria

  • 28 de Março de 2018
  • 70 Visualizações, Última Leitura a 19 Agosto 2018 às 14:59
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Governo e parceiros ligados à fileira estão unidos em torno de um plano de ação para promover e valorizar a carne dos Açores.

Governo e parceiros pretendem criar uma marca própria para a carne açoriana, que se passará a designar Carne dos Açores, como forma de valorizar este produto, assim como de evitar qualquer tipo de confusão por parte dos consumidores e eventuais tentativas de aproveitamento por terceiros.

Esta foi uma das conclusões do Centro de Estratégia Regional para a Carne dos Açores (CERCA), que ontem juntou no Parque de Exposições de São Miguel, em Santana, representantes de doze entidades ligadas à agricultura.

Nesta reunião, que marcou a admissão de mais dois sócios - a empresa privada Quinta dos Açores e a Associação dos Jovens Agricultores Jorgenses - o Secretário Regional da Agricultura e Florestas revelou que “vamos começar a trabalhar no sentido de criar uma marca própria da carne da Região, que promova e potencie as nossas características únicas associadas à Natureza e ao bem-estar animal, e as características organolépticas”.

Pretende-se potenciar a atividade no arquipélago de modo a que “o consumidor fora da Região, quando adquirir carne dos Açores, tenha a certeza e a confiança de que está a comprar um produto com qualidades únicas”.

Os desafios passam pela elaboração de um plano de ação para valorizar a carne açoriana que incluirá, numa primeira fase, a auscultação de todos os parceiros e principais operadores no mercado.

Mas também por alterar o caderno de especificações da carne com Identificação Geográfica Protegida (IGP) por forma a acabar com o “conflito” que existe entre este tipo de carne e a que tem a Marca Açores.

Se ao nível da carne IGP a intenção é promover a sua manutenção e valorização enquanto carne de alta qualidade, os planos para o futuro contemplam, entre outros aspetos, a aposta na carne associada à produção biológica ou à Reserva da Biosfera, incluindo a certificação dos matadouros para dar ainda mais valor à fileira.

“Este é um trabalho que temos de fazer com as associações, com os operadores de mercado no sentido de termos no futuro - e tem de ser um futuro próximo - uma marca própria que permita uma valorização ainda maior da carne dos Açores nos mercados fora da Região”, sublinha.

O governante enfatiza a aposta na qualidade, reiterando o apelo às associações, cooperativas e empresários: “temos todos que trabalhar com um objetivo único, que é promover, valorizar a carne dos Açores e garantir a sustentabilidade deste setor”, que já tem um volume de faturação primário de 50 milhões de euros anuais.


Reeleito presidente da FAA defende liberalização do transporte marítimo

O presidente da Federação Agrícola dos Açores (FAA) defende a liberalização do transporte marítimo na Região, à semelhança do que aconteceu com o transporte aéreo em 2015.

Jorge Rita - reeleito dá dias presidente da FAA por unanimidade - deixa claro que “precisamos de ter melhores transportes regionais”.

Isto porque os três operadores marítimos que desenvolvem atividade nos Açores trabalham, a seu ver, de forma muito concertada em termos de posições e de preços.

“Se houvesse uma liberalização (do transporte marítimo) como houve no transporte aéreo, se calhar estávamos a falar de outra situação de mercado mais favorável, com preços muito mais baixos”, salientou, referindo que as greves portuárias geram “impacto negativo” nas exportações.

Rita acentua que, no arquipélago, os transportes são “fundamentais” para o desenvolvimento do setor agrícola, em relação ao qual, lembra, em algumas ilhas a carne ‘pesa’ mais que o leite.

A venda de carne bovina tem vindo a aumentar nos Açores devido ao aumento da procura externa e interna, crescimento esse que traduz um “potencial enorme na valorização desse produto”.

“Hoje, como os Açores e os produtos dos Açores estão na moda, a carne tem aqui um caminho que deve percorrer de forma mais agregada e bem articulada”, salientou.

Novamente reconduzido na liderança da FAA, Rita diz-se empenhado nas negociações relativas ao próximo envelope financeiro do POSEIe Quadro Comunitário de Apoio.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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