Economia

Em ano de crise, empresas põem travão nas viagens de negócios

  • 22 de Fevereiro de 2010
  • 234 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 12:35
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A crise obrigou 63 por cento das empresas portuguesas a reduzirem o número de viagens de negócios em 2009.

Segundo o Barómetro TravelStore-American Express, em média, o volume de deslocações profissionais a outros países caiu 25 por cento face ao período homólogo do ano passado, o que representa uma diminuição de cerca de 125 milhões de euros.

"Foi um ano em que se verificou um das maiores quebras no sector das viagens de negócios desde há muito tempo", disse ao PÚBLICO Frederic Frére, presidente executivo da TravelStore-American Express, acrescentando que grande parte dos passageiros que passam pelos aeroportos portugueses se deslocam em trabalho. "O movimento de passageiros vale anualmente cerca de mil milhões de euros. E 500 milhões vêm do turismo de negócios", revela.

No contexto europeu, o cenário é idêntico. Cerca de 66 por cento das companhias reduziram o orçamento destinado a deslocações. E 78 por cento dos que fizeram cortes lidam com montantes superiores a 20 milhões de euros.

Foram as grandes empresas quem mais cortou nas viagens (88 por cento). As multinacionais anteciparam depressa os impactos da recessão e cortaram custos de forma drástica. O controlo apertado dos gastos motivou 41 por cento dos inquiridos a reduzir despesas com viagens.

Para além disso, a evolução tecnológica também evitou deslocações a 34 por cento das empresas, que optaram por meios alternativos de comunicação, como a videoconferência. Ao mesmo tempo, o número de reuniões periódicas foi reduzido em 24 por cento, evitando saídas.

Uma consequência da recessão foi o aumento da fiscalização interna: 62 por cento admitem ter "mecanismos internos de autorização"; 25 por cento têm relatórios mais frequentes e detalhados; e 14 por cento eliminaram o adiantamento de dinheiro, preferindo o cartão de crédito. As empresas passaram a planear com mais antecedência a viagem para garantir preços mais baratos e 48 por cento mudaram mesmo a sua política em vigor para as deslocações profissionais.

Quanto a 2010, as expectativas são optimistas. Quase metade acredita que o volume de viagens vai aumentar, enquanto 35 por cento apostam na manutenção do mesmo cenário. No final do ano, esperam ver subir em 12 por cento o número de viagens de negócios.

"Esta estimativa não é demasiado positiva. A quebra foi pronunciada, mas desde o final do ano passado que verificamos um regresso à normalidade", disse Frederic Frére, CEO da TravelStore-American Express.

O estudo anual, apresentado ontem no III Salão das Viagens de Negócios, é feito com base nas respostas de cerca de 200 empresas sedeadas em Portugal.

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