Economia

EUA estudam novos negócios para a ilha Terceira

  • 17 de Fevereiro de 2018
  • 103 Visualizações, Última Leitura a 18 Outubro 2018 às 16:26
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

Embaixador dos EUA anunciou que, para compensar a redução da Base das Lajes, a ilha Terceira pode receber negócio ligado ao gás.

Os Estados Unidos da América estudam a possibilidade dos Açores servirem de base estratégica para um negócio de exportação de gás natural liquefeito (GNL).

A medida foi avançada por George Glass, embaixador dos EUA, no final de uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, em Ponta Delgada.

“Nos próximos cinco anos, os Estados Unidos querem deixar de ser um dos maiores importadores de gás natural liquefeito, para um dos maiores exportadores deste gás. Isto requer o transporte no Atlântico e, como tal, os Açores estão numa posição estratégica muito privilegiada... Há uma grande oportunidade económica, nesta matéria”, declarou o embaixador George Glass.

Sobre a criação de novas valências no porto da Praia da Vitória, o presidente do Governo Regional adiantou que, desde a primeira hora, considera que este é o local ideal, pelas suas características, para a instalação de infraestruturas ligadas ao gás natural liquefeito (GNL).

“O facto de os Estados Unidos considerarem que esta é uma matéria relevante e que oferece oportunidades é também positivo, porque vem reforçar a importância que atribuímos a este assunto e traz mais um parceiro para este processo. Esta é, a concretizar-se, uma oportunidade de desenvolvimento económico e que reforça a componente estratégica dos Açores”, referiu Vasco Cordeiro.

Recorde-se que a 28 de novembro de 2017, o Ministério do Mar emitiu um comunicado a destacar “a importância estratégica do Porto de Sines como ‘hub’ [centro de abastecimento] de GNL atlântico e da relação de Portugal-EUA na promoção do GNL marítimo como fator de reforço da diversificação da segurança energética europeia”.

“A Ministra do Mar de Portugal, Ana Paula Vitorino, reuniu com uma delegação de alto nível de diplomacia energética do ‘Department of State’ dos EUA, no âmbito da 18.ª edição da World LNG Summit. Do lado norte-americano participaram o ‘Deputy Assistant Secretary of State for Energy and Natural Resources’ [subsecretário de Estado adjunto de Energia e Recursos Naturais], John McCarrick, e o embaixador dos EUA em Lisboa, George Glass”, lê-se na nota enviada à comunicação social.

O Porto de Sines recebeu, em 2016, a primeira carga de GNL para a Europa e, a partir daí, continuou a ser o principal destino europeu para o gás natural liquefeito dos EUA.

“As exportações de GNL dos EUA contribuem para a criação de empregos no setor energético, para diminuir os preços, ajudam a reforçar a segurança energética europeia e reduzem as emissões do setor”, acrescentou o Ministério do Mar.

Relativamente à questão ambiental, resultante da presença das forças militares norte-americanas na Base das Lajes, George Glass revelou que já estão a ser efetuados ações de limpeza, em duas zonas, que estão a ser pagas pelo governo dos EUA.

 

 

Fonte: Açoriano Oriental

 

 

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Três mais Quatro? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos