Economia

EUA equacionam exportar gás natural liquefeito a partir dos Açores

  • 16 de Fevereiro de 2018
  • 131 Visualizações, Última Leitura a 18 Outubro 2018 às 01:47
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Os Estados Unidos da América (EUA), em face da posição geoestratégica que os Açores ocupam no Atlântico, estão a estudar a possibilidade de passarem a exportar gás natural liquefeito (GNL) a partir do arquipélago, foi esta sexta-feira avançado pelo Embaixador dos EUA em Portugal.

"Nos próximos cinco anos, os Estados Unidos querem deixar de ser um dos maiores importadores de gás natural liquefeito, para um dos maiores exportadores deste gás. Isto requer o transporte no Atlântico e, como tal, os Açores estão numa posição estratégica muito privilegiada... Há uma grande oportunidade económica, nesta matéria ", disse George Glass, aos jornalistas, depois de ser recebido em audiência pelo presidente do Governo Regional, no Palácio de Santana, em Ponta Delgada.

A esse respeito, o líder do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, reafirmou que, por força das suas caraterísticas, é o porto da Praia da Vitória que se afigura como o espaço da Região mais adequado para receber "este tipo de infraestruturas ligadas ao gás natural".

"O facto de os EUA considerarem que esta é uma matéria que é relevante e que oferece oportunidade, para nós é também positivo porque vem reforçar a importância que atribuímos a esse assunto e traz-nos mais um parceiro - de peso, naturalmente - para esse processo", sublinhou.

O assunto da descontaminação da Base das Lajes foi também discutido entre o representante norte-americano e o presidente do Governo Regional, tendo George Glass publicamente declarado que a resolução desta matéria exige "paciência" e manifestado a sua confiança no empenho do governo dos EUA para a dirimir.

Vasco Cordeiro, por seu turno, afirmou que os dados que a Região tem, até este momento, comprovam que a situação não representa "risco para a saúde pública", dando nota de que "isso não quer dizer que o assunto não necessite de ser resolvido”.

Ainda assim, confessou esperar que, até à próxima reunião da Comissão Bilateral Permanente ou até ao final do primeiro semestre, existam resultados e evidências concretas quanto ao trabalho que está a ser feito pelos Estados Unidos.


Fonte: Açoriano Oriental

 

 

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