Economia

Milhões não travam queda na convergência com a UE

  • 19 de Fevereiro de 2010
  • 237 Visualizações, Última Leitura a 21 Outubro 2017 às 22:04
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

Os Açores recuaram em 2007 para níveis de 2003 em termos de convergência real com a UE. Os dados são do gabinete de estatística da UE (Eurostat). As previsões para 2008 apontam também para uma nova quebra percentual.

Os Açores caíram em termos de convergência económica e social com a União Europeia (UE) para níveis de 2003, apesar da Região receber um dos maiores envelopes financeiros do orçamento comunitário na Europa a 27.

Ainda na sua edição de ontem, o AO recordava que a Região vai beneficiar até 2013, altura em que cessa o actual quadro comunitário em vigor, de um volume financeiro da UE na ordem dos 1,5 mil milhões de euros. De acordo com dados do gabinete de estatística da UE (Eurosta), relativos a 2007, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Açores, per capita, caiu de 2006 para 2007, respectivamente, de 68,6 para 67,6 por cento da média comunitária.

O PIB da Madeira também cai de 97,7 para 96,3 por cento, mas a Madeira há muito que ultrapassou os 75 por cento da média comunitária. Mesmo as Canárias, que também já ultrapassaram, há vários anos, a média da UE, convergiram de 92,6 para 92,8 por cento.

No quadro das regiões ultraperiféricas, todas elas convergiram, à excepção dos Açores. No contexto nacional, os Açores só não figuram no antepenúltimo lugar, porque ficam à frente das regiões Norte e Centro.

José do Rego, do grupo parlamentar da maioria socialista que suporta o Governo, declara que o Instituto Nacional de Estatística já havia revelado estes números provisoriamente, que vieram agora a ser confirmados. Na sua leitura está-se perante “variações decimais”. Discorda de uma análise “ mês a mês ou ano a ano” e defende que “deve-se ter em conta outros factores, dado que o PIB per capita tem a ver também com a população. “Basta um ligeiro aumento para que estes valores se alterem. Apesar do rendimento global ter aumentado, ao proceder-se à divisão pela população pode acontecer uma pequena variação”, referiu José do Rego em declarações à Rádio Açores/TSF. E acentua que “gostaria mais de olhar para estes números numa perspectiva de longo prazo: há 13 anos tínhamos um PIB de 60 por cento, hoje este valor é de 68 por cento”.

Leitura diferente tem o líder do grupo parlamentar do PSD, que salvaguarda que os Açores “mantêm-se ou em queda ou em estagnação” e “pura e simplesmente não conseguem aproximar-se da média comunitária”. “Estamos a falar num período de cinco/seis anos em que a Região pura e simplesmente estagnou mesmo recebendo verbas substanciais”, concretiza António Soares Marinho. Recorda que o “grande objectivo” do volume financeiro é promover uma aproximação maior aos níveis comunitários”.

Já Zuraida Soares, do Bloco de Esquerda, considera que esta notícia, associada à do desemprego nos Açores, revela que “entre a retórica do discurso político dominante do PS e do Governo e a vida real vivida pela maioria da população vai uma grande distância”.

Aníbal Pires, líder do PCP, considera um “motivo de preocupação” o facto da Região não estar a convergir com o país e a UE.

A posição de Carlos César

Para o presidente do Governo Regional “tudo o que hoje (ontem) foi acolhido como grande novidade, foi uma novidade de há 14 meses”, já que “o que aconteceu foi que o Eurostat apenas acaba de validar os dados publicados pelo INE em 15 de Dezembro de 2008 e relativos a 2007”.

Carlos César acrescentou que “a boa notícia para os Açores, que também é má notícia para a oposição, é que, entretanto, já saíram, há dois meses atrás, os dados do INE que revelam que os Açores cresceram três vezes mais do que a UE.

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Um mais Quatro? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos