Economia

Açores com taxa mais baixa do país devido a aposta na qualificação profissional - Governo

  • 17 de Fevereiro de 2010
  • 202 Visualizações, Última Leitura a 17 Agosto 2017 às 11:32
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O Governo Regional dos Açores considera que o facto de o arquipélago ter registado em 2009 uma taxa de desemprego inferior à média nacional reflecte o esforço desenvolvido para a qualificação dos trabalhadores e das empresas.

"Todos os países que têm desemprego abaixo dos 6,5 por cento investiram muito na qualificação dos trabalhadores", afirmou hoje Rui Bettencourt, diretor regional do Trabalho, recordando que "os trabalhadores menos qualificados e as empresas menos qualificadas são os que estão a sofrer mais com a conjuntura internacional".

Nesse sentido, o responsável destacou à Lusa o esforço que tem sido desenvolvido pelo executivo regional na qualificação de empresas e trabalhadores, para que sejam "menos dependentes dos altos e baixos conjunturais".

Rui Bettencourt frisou ainda a aposta do governo no apoio aos desempregados, tendo em vista dotá-los de um "projeto profissional para a empregabilidade", que lhes possa facilitar a entrada no mercado quando se verificar a retoma económica.

Os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística indicam que os Açores registaram uma taxa de desemprego média em 2009 de 6,8 por cento, a mais baixa do país, para uma média nacional de 9,5 por cento.

Ainda segundo os números oficiais, os Açores também registaram a menor taxa de desemprego do país no último trimestre de 2009, com 7,1 por cento, face a uma média nacional de 10,1 por cento.

Para o presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada, Mário Fortuna, estes dados sobre o desemprego nos Açores são o resultado de um certo "resguardo" da economia regional.

Na sua perspetiva, as transferências do OGE permitem "estabilizar a procura interna" e o facto de o arquipélago registar uma menor participação no mercado de trabalho face ao que acontece no país traduz-se numa inferior quebra de postos de trabalho em situações de retração.

Estes dois factores, aliados à implementação de programas governamentais de ocupação temporária, explicam a situação açoriana, que "não corresponde a nada de novo" face ao passado, considerou Mário Fortuna, em declarações à Lusa.

Por seu lado, a dirigente da CGTP/Açores, Graça Silva, considerou que, apesar de aumentar menos e se situar a um nível inferior à média nacional, o desemprego na região tem "crescido acentuadamente" desde 2003.

Segundo a sindicalista, a participação mais reduzida das mulheres no mercado de trabalho está entre as principais razões para a ocorrência de uma taxa de desemprego inferior nos Açores relativamente ao resto do país.

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