Economia

“Mestre Simão” encalha com 70 pessoas a bordo

  • 7 de Janeiro de 2018
  • 175 Visualizações, Última Leitura a 17 Fevereiro 2019 às 04:33
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Autoridade Marítima abriu inquérito para apurar as causas da ocorrência. Entre os passageiros não houve feridos, apenas susto.

O navio de passageiros e viaturas “Mestre Simão”, da empresa pública Atlânticoline, encalhou ontem no porto da Madalena quando vinha do Faial, sem causar ferimentos humanos, mas pregando um valente susto aos 61 passageiros e 9 tripulantes que iam a bordo.

Desconhece-se, por enquanto, as causas do encalhe, do qual já resultou o derrame de algum combustível, entretanto circunscrito pelos meios locais da Autoridade Marítima Nacional (AMN) e que serão reforçados com outros que chegarão hoje de São Miguel.

O que se sabe é que tudo aconteceu ontem de manhã quando a embarcação se preparava para atracar no porto da Madalena, na ilha do Pico, em circunstâncias de mar alteroso. As causas do acidente serão apuradas com a realização de inquéritos que já foram ordenados pela AMN e também pela Atlânticoline.

“Não sabemos como é que o navio encalhou, estamos naturalmente com o inquérito aberto para proceder às averiguações e determinar as causas”, frisou Rafael da Silva, capitão do porto da Horta, em declarações à Agência Lusa, dando conta de que a prioridade agora é a retirada do combustível e da própria embarcação, tendo em conta que a preservação do meio marinho “pode estar em causa”.

Sob um ambiente de comoção provocado pelo acontecimento, as 70 pessoas que iam a bordo do “Mestre Simão” desembarcaram para a jangada salva-vidas do navio após o seu encalhe nas rochas.

“Salienta-se a forma ordeira, profissional e em extrema segurança com que foi cumprido o plano de emergência e abandono, conduzido pela tripulação do navio de passageiros”, salienta um comunicado difundido pela AMN, que nesta intervenção teve a seu lado a empresa Portos dos Açores.

Na sequência da operação de salvamento, coordenada pelo Capitão do Porto da Horta, os 61 passageiros e 9 elementos da guarnição do “Mestre Simão” foram transferidos para uma embarcação marítimo-turística que se encontrava nas proximidades, apoiada por uma lancha da Polícia Marítima e embarcação salva-vidas.

A salvo e em segurança, estas pessoas foram depois transportadas para o Porto da Madalena, onde chegaram por volta das 10h30.

Ontem, foram mobilizados para o local um rebocador da Portos dos Açores da Horta e o Navio Patrulha Oceânico da Marinha “Viana do Castelo” com o objetivo de apoiarem as futuras operações de remoção da embarcação e ajudarem a conter eventuais derrames de combustível.

Segundo a Autoridade Marítima, nos próximos dias serão realizadas ações que incluirão a verificação do estado de segurança da embarcação, a colocação de barreiras de contenção para controlar potenciais situações de derrame de combustível e o desencalhe e reboque do navio, responsabilidade essa que recairá agora sobre a Atlânticoline como armador.

“A operação tanto da remoção do combustível como da retirada do navio do local onde ele se encontra vai ser alvo de um estudo, de um projeto, de um plano, que será apresentado pelo armador e aprovado em última instância pelo capitão do porto, portanto vamos trabalhar em conjunto para chegarmos da melhor forma, mais segura e mais célere, à remoção do navio do local aonde está”, explicou à Lusa o capitão do porto da Horta. Rafael da Silva não coloca de parte a possibilidade se serem utilizados outros meios para fazer face à “complexidade da operação”.

Duarte Goulart, passageiro da primeira largada realizada ontem às 7h30 pelo “Mestre Simão”, disse à reportagem da empresa local Vídeo Digital Faria que a referida viagem correu no essencial bem: “(O navio) fez uma manobra parecida, tombou um bocadinho na entrada, mas de resto estava ótimo, nada de especial.

A lancha (que viria a encalhar) ia para São Jorge. Saiu da Horta às 9h00, chega por volta das 9h30, deve ter sido quando se deu o sucedido”.

Segundo a AMN, o estado da embarcação está a ser monitorizado à distância e em tempo real pela Autoridade Marítima Local, através da câmara de vigilância do Sistema Costa Segura instalada no Porto da Horta.


Atlânticoline instaura inquérito

A operação de transporte de passageiros no Triângulo passa a ser assegurada pelos navios “Cruzeiro das Ilhas” e “Cruzeiro do Canal”, informou a Atlânticoline num comunicado, onde dá também a conhecer que vai instaurar um inquérito para apurar as causas do incidente.

A empresa referiu que, na sequência do incidente ocorrido ontem de manhã com o navio “Mestre Simão”, no porto da Madalena, fica suspenso o transporte de viaturas. Recorde-se que o outro navio que opera no Triângulo, o “Gilberto Mariano”, partiu para doca seca no continente para efeitos de certificação.

Ontem, a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, Ana Cunha, visitou o local, tendo sublinhado a forma célere e a segurança com que o processo de resgate de passeiros e tripulantes foi efetuado.

Hoje será a vez do presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, deslocar-se ao local.


Fonte: Açoriano Oriental

 

 

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