Economia

EDA foi a maior e Bensaude a melhor empresa em 2016

  • 8 de Dezembro de 2017
  • 595 Visualizações, Última Leitura a 23 Maio 2019 às 01:10
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Setores agrícola, do turismo e do comércio automóvel estão em destaque no ‘Quadro de Honra’ das empresas açorianas.

O ranking empresarial dos Açores no ano de 2016 foi ontem revelado com o lançamento da revista ‘100 Maiores Empresas dos Açores’, que é hoje distribuída com o jornal Açoriano Oriental, mantendo-se a EDA como a maior empresa da Região, enquanto que a Bensaude, SA foi a melhor empresa.

A Bensaude SA funciona como um centro de serviços para as várias empresas do Grupo Bensaude, que foi o grande destaque do ranking empresarial de 2016, ao colocar quatro das suas empresas - Bensaude, SA;HTA - Hotéis; Agência Açoreana de Viagens e Varela & Cª - entre as 10 melhores empresas dos Açores no ano passado.

O ‘Quadro de Honra’ das empresas açorianas, divulgado há 32 anos pela revista ‘100 Maiores Empresas dos Açores’, que ontem foi lançada durante a tradicional cerimónia de entrega de prémios que decorreu no Hotel Marina Atlântico, revelou, como já é habitual, algumas surpresas ao nível das melhores empresas, com seis novidades no Top 10.

Isto porque, para além das já citadas quatro empresas do Grupo Bensaude, todas elas uma novidade face ao ranking de 2015, o Grupo Ilha Verde, para além da Rent a Car, que já é presença assídua nas melhores empresas, colocou este ano também a empresa Auto Elgê - concessionária das marcas Nissan e Hyundai - nas 10 melhores dos Açores.

Entre as novidades e ainda dentro do ramo automóvel, destaque para a entrada da Terauto - concessionária das marcas Toyota, BMW, Mini e Citroën - para as 10 melhores, sendo a única representante da ilha Terceira no ranking das melhores empresas dos Açores.

A lista das 10 melhores empresas de 2016 ficou completa com três empresas já bastante habituadas ao ‘Quadro de Honra’, como são os casos da Galp Açores, da Cimentaçor e da Auto Viação Micaelense.

Ao contrário do ranking das 10 melhores empresas, a lista das 10 maiores não costuma sofrer grandes alterações de ano para ano, voltando a ser encabeçada pela Eletricidade dos Açores - EDA, sendo a surpresa de 2016 a subida da SATA Internacional - Azores Airlines do 4º lugar de 2015 para o 2º lugar de 2016, o que revela o impacto positivo que a liberalização do transporte aéreo e o aumento do turismo nos Açores tiveram no volume de negócios da companhia açoriana.

De resto, o ranking das 10 maiores empresas não sofreu grandes alterações, com apenas duas entradas: a da Lactaçores e a da Unicol, duas empresas que operam no setor dos laticínios.

É curioso, aliás, verificar que, se por um lado, o turismo vai ganhando peso nas melhores empresas dos Açores, o setor agrícola, por outro lado, não perdeu importância como pilar da economia açoriana, apesar da crise do leite com o fim das quotas na União Europeia em 2015, uma vez que cinco das 10 maiores empresas dos Açores em 2016 operam no setor agroalimentar.

Refira-se que o conjunto das 100 maiores empresas dos Açores representa um volume de negócios que é bastante mais de metade do PIB dos Açores, com um valore de cerca de 2500 milhões de euros durante o ano de 2016, mais cerca de 200 milhões de euros face ao registo de 2015, o que revela sinais de retoma na economia açoriana.

Isto apesar de ainda não se terem atingido os valores de antes da crise económica e financeira do início desta década. A revista ‘100 Maiores Empresas dos Açores’ do Açoriano Oriental atribui também anualmente quatro distinções para além das maiores e melhores empresas.

No ano de 2016, o gestor do ano foi José Damião de Medeiros, da Damião de Medeiros, Lda, uma empresa centenária ligada atualmente ao comércio a retalho, conhecida pela sua rede de lojas Casa Cheia.

O melhor projeto de investimento regional foi o da Quinta do Bom Despacho, em Ponta Delgada, um investimento turístico certificado realizado na lógica da sustentabilidade.

O prémio de empreendedorismo distinguiu o empresário Rui Anjos, do Grupo Anjos, conhecido pela sua rede de estabelecimentos de restauração e bar. Por fim, o prémio carreira foi atribuído ao empresário terceirense António Simões.


Gestor do Ano 2016

José Damião de Medeiros - É o atual presidente do conselho de gerência, juntamente com a sua mulher e os seus dois filhos, de um negócio familiar com mais de 100 anos de atividade.

Afirma ter herdado a ‘veia’ do negócio do seu bisavô, que abriu a primeira carpintaria com luz elétrica em Portugal e se lançou no ramo do transportes públicos.

Construção civil, tecidos e ourivesaria foram outras áreas de negócio da empresa antes da liderança de José Damião de Medeiros.

Com a crise na construção civil, é com ele que nasce a primeira loja Casa Cheia, em 2001, “por uma questão de sobrevivência”, afirma. Hoje, há 24 lojas Casa Cheia em São Miguel.


Prémio Carreira 2016

António Simões - Natural da ilha Terceira, António Simões tem 75 anos e representa a quarta geração de um negócio familiar - a Basílio Simões & Irmãos - que começou numa mercearia em Angra e que hoje é um importante grupo económico na ilha Terceira, que inclui a Moagem Terceirense com negócios ligados às rações e à panificação e ainda uma participação na INSCO.

A sua mercearia centenária, além de ter resistido à modernidade e ser ser hoje um espaço carismático, começa também a ser uma atração turística.

Com a mercearia em frente à residência familiar, António Simões cresceu no meio do negócio, que assumiu com naturalidade.

Diz que o bom senso é o segredo do negócio.


Melhor Projeto de Investimento 2016

Quinta do Bom Despacho - A Quinta do Bom Despacho foi inaugurada como empreendimento turístico em julho de 2015, ocupando um espaço carregado de memórias e de história, uma vez que pertencia à família dos antigos marqueses da Praia e Monforte.

Hoje são duas descendentes dessa família e que cresceram na Quinta, as irmãs Joana e Susana Borges Coutinho, a desenvolverem um empreendimento turístico que se destaca por estar certificado e ‘à frente da lei’ na busca de um turismo de qualidade e sustentável.


Prémio Empreendedorismo 2016

Rui Anjos - Herdou uma tradição de família, mas grande parte do que hoje é o Grupo Anjos nasceu da intuição de Rui Anjos, que aos 39 anos e já com oito espaços de restauração e bar em Ponta Delgada, continua a afirmar que o seu crescimento ‘vai acontecendo’, mais fruto de um conjunto de acasos, do que de um plano bem traçado para se tornar na referência do seu setor de atividade.

Com 120 funcionários, Rui Anjos afirma os princípios da ‘correção, da justiça e do companheirismo’ na forma como gere os seus espaços, sempre na tentativa de “fazer mais e melhor”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

 

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