Economia

Salário mínimo na Região pode subir para 609 euros

  • 11 de Dezembro de 2017
  • 194 Visualizações, Última Leitura a 23 Março 2019 às 00:48
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A negociação em Lisboa para subir o salário mínimo nacional para 580 euros poderá levar o salário mínimo nos Açores para 609 euros, com base no acréscimo de 5% sobre à retribuição mínima nacional.

Atualmente o salário mínimo na Região está fixado em 584,85 euros, mas a subida da retribuição mínima deverá aumentar 24,15 euros no próximo ano.Esta subida representa um aumento do rendimento dos trabalhadores, que auferem o salário mínimo, no valor de 338 euros/ano.

O salário mínimo nacional esteve congelado nos 485 euros, entre 2011 e 2014, tendo vindo a subir de forma gradual ao longo dos últimos anos.

O objetivo estabelecido pelo atual Governo da República é colocar o salário mínimo em 600 euros, em 2019. A proposta para atualizar o salário mínimo, para 2018, já foi apresentada pelo ministro do Trabalho aos parceiros sociais, sendo que Vieira da Silva, afirmou ser “muito provável” que o valor seja fixado em 580 euros e sem contrapartidas para as empresas.

“A proposta do Governo é de 580 euros, é aquela que está no programa do Governo”, começou por dizer aos jornalistas o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, à saída da reunião da Concertação Social, em Lisboa.

O ministro do Trabalho considera que “a economia portuguesa pode encaixar nas suas variáveis estratégicas este aumento”, acrescentando que não está prevista a criação de um “instrumento específico como existiu no passado”, referindo-se à redução da Taxa Social Única (TSU), chumbada no parlamento.

“Não é fácil encontrar algo diretamente ligado ao salário mínimo como era a TSU”, defendeu o ministro do Trabalho.

A próxima reunião da Concertação Social está marcada para 19 de dezembro e poderá confirmar o valor do salário mínimo nacional para o próximo ano.

O presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, saiu da reunião a sublinhar que não questionará os 580 euros propostos pelo Governo, mas que vai exigir o “cumprimento integral” do acordo em vigor e que “a envolvente económica dê sustentabilidade a esta evolução salarial”.

Por sua vez, o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Vieira Lopes, considerou que “não há suporte para um acordo”, uma vez que o Governo não teve em conta as propostas das confederações empresariais na elaboração do Orçamento do Estado para 2018.

“Esta reunião fez-me lembrar uma reunião dos tempos da ‘troika’, em que não havia respostas nenhumas”, declarou Vieira Lopes, que criticou o Governo por estar a cumprir apenas o acordo político com o Bloco de Esquerda, de aumentar o salário mínimo para 580 euros, sem negociar com os parceiros.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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