Economia

Açores devem ser o destino turístico do Atlântico

  • 30 de Novembro de 2017
  • 231 Visualizações, Última Leitura a 15 Setembro 2019 às 22:06
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Para os Açores se afirmarem como destino turístico precisam criar uma marca forte, dominadora no seu segmento e essa marca deve estar associada ao Atlântico, ou seja, quando se pensar em turismo no Atlântico, deve pensar-se nos Açores em primeiro lugar.

A opinião foi ontem transmitida por Miguel Muñoz Duarte, da Nova School of Business and Economics (SBE), da Universidade Nova de Lisboa, durante a conferência “Turismo nos Açores, Desafios e Oportunidades”, que decorreu no Teatro Micaelense.

Para este professor de empreendedorismo, a Marca Açores deve ser tudo o que se diz e se faz na Região, numa imagem de genuinidade que não se deve perder, porque é esta genuinidade que torna o destino Açores especial.

Miguel Muñoz Duarte lembrou mesmo a lenda da Atlântida, esse território afundado para lá de Gibraltar, portanto algures no Atlântico, de quem já o filósofo Platão falava nos anos 300 antes de Cristo e cujas pessoas eram descritas como um símbolo de virtude por oposição à corrompida sociedade grega da época, numa imagem que se pode metaforicamente associar aos Açores.

Também interveniente na conferência, o diretor regional do Turismo, Filipe Macedo, lembrou que os Açores estão a mudar a imagem associada ao seu turismo, de um modelo centrado apenas nos operadores para um modelo em que a Região é cada vez mais procurada por turistas independentes e de um turismo que era sobretudo contemplativo para um turismo que se quer hoje feito de experiências.

Por seu lado, a administradora da SATA, Isabel Barata, defendeu uma aposta maior em aspetos como o vulcanismo para contrariar uma sazonalidade que, mesmo com os crescimentos atuais, continua a existir.

Ou seja, para Isabel Barata, as lagoas, as fumarolas ou as águas termais são atrativos que não estão tão dependentes da época do verão e que poderiam ser melhor explorados durante o inverno.

Por fim, também o CEO da Tranquilidade/Açoreana, Jan de Pooter, defendeu o potencial dos Açores como destino de Natureza e comparou-os com a Nova Zelândia, mas com a vantagem de se chegar 20 horas mais cedo de avião a partir do centro da Europa.


Fonte: Açoriano Oriental

 

 

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