Economia

Vasco Cordeiro confessa interesse da Região nas casas das Lajes

  • 28 de Novembro de 2017
  • 208 Visualizações, Última Leitura a 19 Agosto 2019 às 16:35
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O presidente do Governo dos Açores anunciou ter manifestado em junho ao primeiro-ministro a disponibilidade para assumir cerca de 450 habitações que foram ocupadas no passado por militares norte-americanos, mas ainda não obteve resposta.

A carta, lida ontem por Vasco Cordeiro no parlamento dos Açores, refere que, “há um conjunto significativo de infraestruturas que (...) serão entregues” ao Estado português.

O chefe do executivo adiantou que o facto é que a Força Aérea norte-americana considera já ter procedido à entrega do bairro Beira-Mar, com “uma área total de pouco mais de 24 mil metros quadrados”.

“Da parte do Estado português, invocando o previsto no já referido Acordo de Cooperação e Defesa, o entendimento é que não houve entrega, pelo que, neste momento, essas habitações se encontram sem qualquer entidade que zele pela sua manutenção, nem pela segurança de toda essa zona”, referiu, para acrescentar que “não tardará muito a que as mesmas entrem num acelerado processo de degradação e destruição”.

Vasco Cordeiro transmitiu a Costa “a disponibilidade e interesse do Governo dos Açores de contribuir para uma solução”, nomeadamente assumindo o destino” do bairro Beira-Mar, da escola e do bairro Nascer do Sol, este com 156 habitações.

“O fim a que pretendemos afetar esses imóveis é, para além de habitações, no caso dos bairros, o de apoio a alguns projetos de investimento que visam a dinamização económica da ilha”, acrescenta a missiva, que o chefe do executivo leu, após a deputada do PSD Mónica Seidi ter feito várias perguntas ao vice-presidente, tendo sugerido que ambos “não têm conhecimento” do Orçamento de Defesa dos Estados Unidos, o qual refere que, “se calhar, até estão a equacionar o regresso à base e que para isso estas casas serão uma mais-valia”.

Mónica Seidi disse que, “em primeiro lugar, o sr. vice-presidente não pode oferecer algo que não é seu”, e “em segundo lugar, a aceitação destas casas, nestes moldes, significa que o Governo Regional já desistiu de arranjar alternativas para a saída dos americanos da base”, referiu.

Cordeiro retorquiu que, cinco anos depois, o executivo açoriano entende que não pode continuar à espera.Já o deputado do CDS-PP Artur Lima, registou “com agrado” o envio da carta a António Costa, esperando que a “resposta seja positiva”, pois “não queremos mais a ilha Terceira dependente de uma economia militar, nem da vontade dos americanos”.


Fonte: Lusa

 

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