Economia

Fim dos duodécimos perturba empresas

  • 25 de Novembro de 2017
  • 186 Visualizações, Última Leitura a 25 Agosto 2019 às 12:31
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O presidente da CIP considerou que o fim dos duodécimos nos subsídios de férias e de Natal vai “perturbar a vida das empresas” ao nível administrativo e de tesouraria e que a medida passa “um atestado” aos trabalhadores.

António Saraiva disse ter ficado “surpreendido” com a aprovação, esta quinta-feira, da proposta do PCP sobre o fim dos duodécimos, durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado, e sublinhou que a medida “vem perturbar a vida das empresas na sua carga administrativa”.

Além disso, “leva a um esforço de tesouraria” das empresas “em dois momentos” do ano, acrescentou.Por outro lado, “é estar a dizer que os trabalhadores não sabem gerir o seu dinheiro”, é “passar um atestado que não acho correto”, defendeu António Saraiva.

Nos últimos anos, os trabalhadores do setor privado puderam optar por receber metade dos dois subsídios em duodécimos, recebendo depois a outra metade nas alturas habituais. Com a proposta do PCP, deixa de existir essa opção, passando os subsídios a serem pagos na íntegra nas férias e no Natal.

O presidente da CIP afirmou que o fim da opção de duodécimos no privado “é uma medida de tique ideológico”, considerando que o Governo “está refém dos partidos de esquerda quando devia atender à viabilidade do país”.

Para o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, a questão dos duodécimos “não é muito importante”, mas defendeu que “pagar por inteiro sempre foi mais favorável” para as empresas.

Do lado das centrais sindicais, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, considerou positiva a medida aprovada no Parlamento, lembrando que a intersindical sempre defendeu a reposição do pagamento por inteiro dos subsídios de férias e de Natal.

“Fica assim mais claro o esbulho a que os trabalhadores foram sujeitos”, disse Arménio Carlos, referindo-se ao “aumento brutal de impostos” e reduções salariais durante os anos da ‘troika’.

Sobre o aumento do salário mínimo, o líder da CGTP reafirmou que “há condições” para que a remuneração atinja os 600 euros em janeiro de 2018, enquanto a presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, defendeu 585 euros.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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