Economia

Indústria deve adaptar-se às exigências dos consumidores

  • 14 de Novembro de 2017
  • 9 Visualizações, Última Leitura a 19 Novembro 2017 às 03:06
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O diretor-geral da Associação Nacional dos Industriais de Laticínios (ANIL), Paulo Leite, defende que a indústria tem de saber adaptar-se às exigências dos consumidores atuais.

“Os consumidores vão evoluindo e a indústria necessita de se adaptar às necessidades e exigências dos vários segmentos da população”, afirmou Paulo Leite, lembrando, por exemplo, que já existem leites funcionais que cumprem funções específicas, como o leite sem lactose ou o leite enriquecido em cálcio.

Por outro lado, defendeu que a indústria deve também ter em conta outros fatores, como a estruturas das famílias oferecendo a possibilidade de compra de porções mais pequenas ou no caso do queijo fatiados, entre outros.

Apesar da diversificação, e tal como indicam os números dos SREA, Paulo Leite lembrou que “o leite de consumo, quer a nível nacional como internacional, tem vindo, ano após ano, a perder consumidores, o que tem provocado uma perda de quota de consumo de quase sete por cento ao ano”.

Ao longo de 2017, a indústria de laticínios dos Açores produziu menos leite para consumo tendo, no entanto, aumentado da produção de de iogurte e queijo, revelou o Boletim Trimestral do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).

Segundo os dados estatísticos do SREA, até setembro já tinham sido entregues nas fábricas 477,37 milhões de litros de leite, mais seis milhões que no mesmo período do ano passado, ou seja, mais 1,3 por cento.

Só no terceiro trimestre a a recolha de leite de vaca diretamente da produção foi cerca de 149 milhões de litros, o que equivale a um acréscimo de 2,6% quando comparado com o trimestre homólogo.

Do leite entregue nas fábricas, até setembro registou-se uma redução da produção de leite para consumo em 2,5% relativamente ao ano anterior, situando-se em cerca de 106 milhões de litros. Também a produção de leite em pó caiu três por cento em relação ao período entre janeiro de setembro de 2016, para 13,23 mil toneladas.

Ao longo deste ano, tem-se verificado um acréscimo na produção de queijo, assim como de iogurtes.

No caso do queijo, a produção cresceu 6,3 por cento, tendo-se produzido 23.698 toneladas.

Em relação aos iogurtes o aumento da produção foi 8,3, tendo em nove meses se produzido mais 30 toneladas que no mesmo período de 2016, num total até setembro de 390 toneladas.

Paulo Leite destacou ainda que o aumento da produção de queijo é positiva para indústria, ainda que realce: “A indústria açoriana, ou a continental, não pode produzir todo o queijo que quer, tudo depende da capacidade de absorção do mercado.”

“Tem havido um aumento do consumo de queijo, mas tem de haver um equilíbrio entre a produção e a procura no mercado”, acrescentou.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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