Economia

Empreendedores revelam vontade renovada de sucesso

  • 10 de Novembro de 2017
  • 15 Visualizações, Última Leitura a 19 Novembro 2017 às 03:06
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Avassalador, motivador e fonte de contactos são algumas das expressões escolhidas pelos empreendedores açorianos para descrever a experiência de participar na Web Summit que decorreu em Lisboa.

Dez ‘startups’ das três incubadoras dos Açores estiveram presentes na Web Summit, um evento que viveram com grande entusiasmo e que se revelou uma grande fonte de motivação assim como de contactos, mostrando uma vontade renovada de sucesso.

Da Multic, ‘startup’ de desenvolvimento de projetos de interatividade, plataformas informática e aplicações e comunicação com novas tecnologias, Gonçalo Almeida salientou sobre a sua presença neste evento internacional, entre outros, “a interessante partilha de conhecimentos que permite a criação de uma rede de contactos”.

Também a enorme quantidade de informação que circula neste evento não deixou este empreendedor indiferente.

“De início a quantidade de informação é avassaladora”, afirmou Gonçalo Almeida, frisando que à medida que se vai assimilando toda essa informação, “vão surgindo novas ideias e percebendo que a tecnologia existente nos permite ir ainda mais longe”.

Na mesma linha de opinião, João Pedro Ponte, da ‘startup’ 4D Produções, realçou a possibilidade que a participação na cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo deu de contactar com outros empreendedores.

“O mais importante é o contacto com todo este mundo e perceber como as coisas funcionam, mais do que propriamente os conteúdos”, disse o responsável da ‘startup’ dedicada ao desenvolvimento, divulgação e design digital, ressalvando que o conteúdo das conferências está acessível mesmo a quem não pode fisicamente participar no evento, mas o contacto e troca de experiências só se consegue presencialmente.

Lázaro Raposo, da Cereal Games, empresa de desenvolvimento de jogos sérios com propósito educativo ou para a saúde, retrata a participação na We b Summit como “um momento de aprendizagem dado que “estamos em contacto com realidades novas, projetos diferentes, ideias inovadoras, o que é uma forma de conhecer o que anda a ser feito pelo mundo inteiro”.

“Acima de tudo motiva para se continuar a trabalhar, porque encontramos aqui pessoas que estão em fases avançadas dos seus projetos mas também outras que estão a passar por situações que nós já vivemos. Isto permite rever o percurso que já realizamos, mas também olhar para a frente e ver que ainda temos muito trabalho até chegarmos onde queremos”, salientou.

Em quatro dias que descreve como “excelentes”, Dúnio Couto da YaraPets - que criou uma caixa de areia para gatos inovadora para a qual já existem pedidos de patentes nacional e internacional - destacou os encontros com potenciais interessados em investir nesta ‘startup’.

“Conseguimos ter contactos com empresas que estão no mesmo nível que a nossa, que já passaram pelas dificuldades que nós estamos a sentir e que estão recetivas para falar connosco, assim como para passar contactos”, afirmou, revelando ainda: “já apareceram algumas pessoas interessadas em investir e que mais à frente estão interessados em voltar a sentarem-se comigo e até fazerem parte do meu projeto”.

Em simultâneo, Dúnio Couto realçou que a presença da Web Summit tem ajudado promover os Açores dando como exemplo uma conversa que teve com outra empresa que procura programadores e que convidou para ir à Terceira durante um evento dedicado a esta área.

Também Sónia Pereira, criadora de uma mala em madeira de criptoméria com fibra de ananás, destacou a importância da presença neste evento para estabelecer contactos com potenciais investidores, um deles a portuguesa Farfetch.

“Tive um encontro muito interessante com os representantes da Farfetch, que se identificaram bastante com o meu produto. Agora vamos aguardar os resultados deste encontro”, contou.

Também o Fundo de Capital de Risco Azores Ventures já se mostrou interessado em financiar este projeto, assim como em divulgar este produto por todo o país.“Fiquei com duas embaixadoras da mala em Portugal, a fadista Kátia Guerreiro, e agora a Dra. Helena Maio da Azores Ventures”, revelou a empreendedora.

Por outro lado, Sónia Pereira quis destacar o ambiente que se viveu neste evento, assim como a influência positiva que transmitiu. “Regresso completamente motivada, porque todo o ambiente que se respira é de inovação e de criatividade”, disse.

Criada na ilha Terceira, a ‘startup’ AzoresPass esteve representada na Web Summit por Ana Leitão que no final da cimeira destacou as mais-valias que a presença neste evento teve para o estabelecimento de pontes com mercados fora do país.

“Tendo em conta que nascemos nos Açores mas nos destinamos a um mercado internacional, foi muito importante estarmos aqui presentes e criarmos sinergias e possíveis parcerias com áreas relacionadas com viagens e turismos nos países emissores”, afirmou, revelando: “Até agora já consegui algumas reuniões e contactos para eventuais parcerias que nos poderão dar projeção para fora e mesmo aos Açores”.

Por outro lado, Ana Leitão destacou o entusiasmo extra que adquiriu nestes dias.“Durante a Web Summit compreendi que as barreiras que possamos sentir por estarmos nos Açores não existem.

A Web Summit é completamente transfronteiriça e traz-nos muito mais motivação, uma vez que percebemos que com toda a certeza vamos conseguir levar o nosso produto para fora, trazendo turistas para os Açores”, acrescentou.

Apesar de afirmarem estar altamente motivados para continuar a perseguir as ideias que nortearam a criação das suas ‘startups’, os vários empreendedores açorianos que estiveram esta semana em Lisboa, realçam ainda que o sucesso não depende só de se ter boas ideias.

“É muito fácil ser uma ‘startup’, o difícil é ter-se sucesso para se tornar uma empresa de nível mundial”, afirmou Gonçalo Almeida.Enquanto João Pedro Ponte acrescentou: “requer muito trabalho, porque ideias há muitas, mas o importante é depois o trabalho que se realiza para se ter sucesso”.

Por sua vez, Lázaro Raposo lembrou: “Já passamos a fase inicial de prova de conceito e já temos alguns projetos realizados, por exemplo na área da educação, mas queremos trabalhar para atingir uma escala global e a presença na Web Summit ajuda a perceber o que necessário para se chegar a esse ponto”.

A Web Summit terminou ontem, no Altice Arena e na Feira Internacional de Lisboa em Lisboa, tendo os Açores estado representados neste evento com um ‘stand’ da ‘Invest In Azores’, assim com a presença de dez ‘startups’ que abrangem áreas desde a tecnologia e biotecnologia até à indústria, das três incubadoras dos Açores: Nonagon, Startup Angra e Praia Links.


Fonte: Açoriano Oriental

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