Economia

Menos açorianos em programas ocupacionais

  • 9 de Novembro de 2017
  • 21 Visualizações, Última Leitura a 19 Novembro 2017 às 02:56
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O número de açorianos em programas ocupacionais tem vindo a cair desde janeiro, registando em setembro menos de seis mil pessoas a frequentar estes programas.

De acordo com dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) havia no final de setembro 5929 açorianos a frequentar programas ocupacionais, um valor que está a decrescer desde janeiro, mês em que se registaram 7363 pessoas nestes programas.

Entre janeiro e setembro deste ano verificou-se uma redução de 1434 açorianos a frequentar, o que representa um decréscimo de 19,5 por cento. Refira-se ainda que em relação a setembro do ano passado há menos 726 pessoas nestes programas e em relação de agosto deste ano menos 87.

O IEFP revela ainda que dos 5929 açorianos a frequentar programas ocupacionais em setembro passado, 3219 eram homens e 2710 mulheres.

Para o coordenador da CGTP-IN/Açores, João Decq Mota, trata-se de “uma redução cíclica à semelhança do que já aconteceu em 2016”, afirmando mesmo que a sua expectativa é que no início do próximo ano se deverá voltar a assistir a um aumento das pessoas nestes programas.

Independentemente da redução do número de pessoas nestes programas, o sindicalista realça ainda que o número total “é ainda muito elevado” e que o facto de “estes programas estarem a ser amplamente usados quer pela administração pública regional, como a local vem mostrar que há muitos serviços públicos que afinal precisam de mais trabalhadores para funcionar”.

Nesse sentido, dá como exemplo a falta de pessoal operacional nas escolas dos Açores, o que condiciona o funcionamento das mesmas.

Por outro lado, lembrando que o desemprego tem vindo a diminuir na Região, João Decq Mota frisou que continua a existir uma elevada precariedade e que os salários continuam baixos.

“Apesar do aumento do emprego e da diminuição do desemprego, o emprego criado é cada vez mais precário: os contratos não permanentes aumentaram 12 por cento entre o segundo trimestre de 2016 e o mesmo trimestre de 2017, tendo a percentagem de trabalhadores com esse tipo de contratos subido de 21 por cento para 23 por cento no mesmo período”, disse, realçando que no seu entender o primeiro combate deve na eliminação da precariedade e que às medidas de apoio ao emprego não devem continuar a apoiar-se em contratos a termo.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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