Economia

AICOPA critica redução de investimento na construção civil

  • 7 de Novembro de 2017
  • 12 Visualizações, Última Leitura a 19 Novembro 2017 às 02:58
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Associação prevê redução de 10,86% do investimento previsto na anteproposta do Plano e Orçamento de 2018 para a construção civil

Depois de aumentos em 2015 e 2016, de 10,06% e 17,29% respetivamente, este ano houve já uma ligeira redução do investimento previsto no Plano e Orçamento da Região (-1,23%) para o setor da Construção Civil, e, no próximo ano, de acordo com a anteproposta apresentada pelo Governo dos Açores, a redução agrava-se atingindo os 10,86%.

Perante estas contas, feitas pela Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas dos Açores (AICOPA), a entidade que representa o setor considera que o Plano e Orçamento para 2018 é “pouco ambicioso em termos de investimento afeto ao nosso setor”. E, por essa razão, alerta, no parecer aos documentos apresentados, que este facto “reforça a necessidade de pelo menos cumprir com o orçamentado”.

A associação sustenta que “o investimento público tem de ser regular e consistente e não pode sofrer grandes quebras ou variações”, pois “além de ser o garante de sustentabilidade de um setor, de uma economia, é também, e principalmente, o caminho para uma melhoria das condições de vida da sociedade e do esforço para uma maior equidade junto de outras populações e realidades semelhantes”.

A “quebra no investimento prevista no setor da construção civil” leva ainda a AICOPA a considerar “útil frisar e relembrar o nosso governo algumas das preocupações recolhidas junto de diversas entidades”.

Entre elas, “a manutenção e conservação do existente”, como por exemplo as vias e acessos e o património edificado; mas também a necessidade de melhorar “o acesso por parte das equipas da proteção civil, a zonas de risco, taludes, ribeiras e orla costeira, por forma a prestar auxílio às populações”.

A AICOPA dá ainda como exemplo a necessidade de fixar turismo nos diversos concelhos, melhorando as condições que os visitantes encontram ou criando motivos de atração, nomeadamente com “piscinas naturais, acessos ao mar, reforço das zonas balneares e das zonas termais”.

Afirma também que considera “extremamente importante dar atenção ao planeamento estratégico dos municípios, através das revisões dos documentos de planeamento” e “de investimento que permita reorganizar as cidades garantindo melhores condições de acesso e mobilidade”.

 

“Lições” devem ser estudadas para não repetir erros

A AICOPA alerta o Governo Regional que “as lições do percurso até aqui feito devem ser devidamente estudadas e aprendidas e os seus erros nunca repetidos”.

Deste modo, afirma que “são ativos intangíveis que devemos estimar como parte do conhecimento”: “a defesa das empresas regionais, a divisão de obras em dimensão da realidade empresarial regional, o cumprimento do prazo de pagamento e uma imperiosa regularidade e consistência do investimento público”. Até porque, sublinha a associação o setor é importante para absorver a mão-de-obra e reverter saldos migratórios negativos, impulsionando o crescimento da população.

Candidaturas “caça subsídios” A associação que representa o setor da construção civil nos Açores considera ainda, no parecer assinado pelo presidente da direção, Pedro Marques, que o impulso dado às exportações “é sem dúvida alguma, fundamental para mantermos a garantia de um futuro melhor e menos dependente”, mas alerta que é preciso distinguir “as verdadeiras candidaturas das candidaturas ‘caça subsídios’, cujos projetos levam demasiado tempo a serem implementados ou que, depois de concluídos, pouco ou nada produzem”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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