Economia

Famílias açorianas estão a recorrer a mais empréstimos para consumo

  • 21 de Outubro de 2017
  • 246 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2019 às 07:48
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Nos primeiros seis meses deste ano, os empréstimos concedidos às famílias totalizaram 3,064 mil milhões de euros, registando-se uma subida no crédito ao consumo no primeiro trimestre, na ordem dos 700 ME.

Os empréstimos concedidos a famílias açorianas para o consumo por parte da banca têm vindo a aumentar desde o início deste ano. No primeiro trimestre deste ano, os empréstimos concedidos atingiram os 702 milhões de euros, mais 18 milhões do que em igual período do ano passado, segundo os dados do Banco de Portugal (BdP).

Nos primeiros seis meses deste ano, os empréstimos concedidos às famílias (habitação, consumo e outros fins) totalizaram 3,064 mil milhões de euros, sendo que o setor da habitação absorveu a maioria dos empréstimos (2,365 mil milhões de euros). Até junho de 2017, o número de devedores do setor das famílias nos Açores ultrapassava as 105 mil pessoas.

Apesar destes valores, o volume de empréstimos tem vindo a diminuir, ainda que ligeiramente desde 2013, principalmente para a compra de habitação.

A expectativa do economista Célio Teves, contactado pelo Açoriano Oriental, é que ainda existe espaço para crescer sem o risco de se entrar em excesso se endividamento, mas alerta para o facto de os níveis de crédito não estão ainda ao “nível desejado para estimular o crescimento económico”.

A tendência de crescimento regional difere da nacional.

Para Célio Teves, o crédito ao consumo das famílias reduziu-se consecutivamente até ao fim do primeiro semestre de 2016, tendo invertido a tendência e crescido nos últimos 12 meses apenas 2,6%, cifrando-se em 700 milhões de euros.

O economista adverte que os Açores estão a 70% do crédito do período pré-crise, significando que “a quebra de crédito às famílias açorianas não foi tão intensa como no restante do país, mas a recuperação também não está ao mesmo ritmo”.

Pela análise do economista, verifica-se a “mesma tendência” nacional de redução do crédito às empresas açorianas, com uma quebra nos últimos 12 meses de -7% cifrando-se em 1008 milhões de euros e representando 64% face ao valor mais elevado, verificado em 2010.

Estes dados demonstram em relação ao crédito às famílias e empresas nos Açores, segundo Célio Teves, um “fenómeno da viscosidade da atividade económica dos Açores face ao resto do país”. Explicita: “A economia regional é muito menos flexível que a nacional, resultado do elevado peso do setor público na Região, que suaviza e atrasa os efeitos negativos das crises, mas também atrasa e reduz os estímulos e incentivos ao crescimento económico, quando o ciclo é positivo”.

Na Região, na opinião do economista, o setor privado “está longe dos níveis de endividamento da economia que contribuíram para a grave crise do país, pelo que não é de alarmar a recuperação que se assiste no crédito às famílias e empresas”.

Mas quando analisa o crédito ao setor público, diz que a dívida pública continua a “crescer a um ritmo elevado ao que seria de esperar com a economia em recuperação, pelo que o risco que continua presente na economia portuguesa é o excesso de endividamento global como consequência da má gestão pública da dívida”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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