Economia

Empresas familiares geram negócios de meio milhão de euros

  • 11 de Outubro de 2017
  • 22 Visualizações, Última Leitura a 18 Outubro 2017 às 11:58
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É o panorama das pequenas empresas em atividade na Região há mais de 30 anos e com menos de dez trabalhadores.

Um estudo sobre o perfil das Empresas Familiares Açorianas revela que o tecido empresarial está muito marcado pela gestão familiar e que, anualmente, o seu volume de negócios não ultrapassa o meio milhão de euros.

São empresas familiares ligadas maioritariamente ao setor a retalho, detidas e controladas exclusivamente pela família, sendo a primeira geração ou geração fundadora os proprietários e responsáveis pela gestão do negócio.

A conclusão consta de um artigo científico intitulado “Profiling Family Business in the Automonous Region of the Azores” do investigador Duarte Pimentel, publicado recentemente numa revista científica e que resulta dos trabalhos de doutoramento desenvolvidos na Faculdade de Economia e Gestão da Universidade dos Açores, concluídos em junho deste ano.

O estudo teve como objetivo traçar o perfil das empresas familiares na Região analisando vários aspetos como a propriedade e administração, a experiência e a cultura organizacional, e outros indicadores como o setor de atividade, anos em atividade, número de colaboradores e volume de negócios do último ano (2015).

Por outro lado, a intenção é que o estudo venha a “oferecer dados que auxiliem as entidades oficiais na definição de políticas públicas orientadas para as particularidades e necessidades das empresas de cariz familiar, em particular na concessão de apoios a este tipo de empresas”, como é destacado no artigo.

A análise abarcou 82 empresas familiares, em sete ilhas dos Açores (Flores, Faial, Pico, Terceira, São Jorge, São Miguel e Santa Maria), que atuam na sua maioria no setor do retalho, contando com menos de 10 trabalhadores.

Em atividade há mais de 30 anos, a maioria destas empresas familiares têm um volume de negócios, com dados relativos a 2015, inferior a 500 mil euros, enquanto que 28% tem um volume de negócios variando entre 500 mil e os dois milhões de euros e 11% entre dois e os dez milhões de euros.

Segundo o estudo, o perfil das empresas familiares nos Açores aponta para uma “empresa detida e controlada exclusivamente pela família”, sendo a primeira geração ou geração fundadora os proprietários e responsáveis pela gestão do negócio.

A Estrutura Empresarial por Ilhas e Concelhos 2016 divulgada pelo Observatório do Emprego e Formação Profissional já dava conta que quase 80 por cento das empresas de São Miguel têm menos de dez trabalhadores, sendo que um quarto do tecido empresarial da ilha tem até quatro anos.

A ilha de São Miguel, que concentra 2407 das 4681 empresas da Região, possuía em 2016 uma estrutura assente em empresas de pequena dimensão, com 1901 das 2407 empresas da ilha a ter menos de 10 pessoas ao serviço, ou seja, 79 por cento (%).

De acordo com os resultados publicados no artigo científico de Duarte Pimentel, o setor a retalho representa 57,3% do total das empresas familiares açorianas, seguido das pequenas indústrias (14,6%) e do setor de construção (11%).

Os restantes 17% das empresas familiares operam em outros setores como o turismo, os transportes e os serviços. A maioria das empresas tem menos de dez funcionários (63,4%), seguida de 26,8% com 10 a 25 trabalhadores, e apenas 9,5% empregam mais de 25 pessoas.

Em termos da proporção de participação detida por familiares e membros não familiares, 90,2% das empresas familiares localizadas nos Açores são detidos total e exclusivamente pelos membros da família.

Apenas 13,6% têm um conselho de administração e, em média, com três elementos, sendo sempre membros da família. Menos de 20% (19,5%) das empresas envolvidas neste estudo detiveram ações em uma holding ou entidade similar.

Em relação à participação dos membros da família no negócio, em média, as empresas familiares localizadas nos Açores possuem dois (2,34) membros da família que participam ativamente do negócio.

Os resultados também mostram que, em média, por família, há um (1,18) membro que não participa ativamente mas está interessado.Nestas empresas, a influência e os valores familiares nos negócios são marcantes na história das empresas e os “membros da família mostram-se orgulhos, leais, acreditam na empresa e consideram que a família tem uma importante influência no negócio".


Fonte: Açoriano Oriental

 

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