Economia

PIB dos Açores foi o que mais convergiu para o valor nacional

  • 10 de Outubro de 2017
  • 31 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 20:06
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A Região Autónoma dos Açores foi a que mais convergiu para o valor médio nacional, mas 15 anos depois mantém-se ainda abaixo.

Segundo o Retrato Territorial de Portugal, divulgado ontem pelo Instituto Nacional de Estatística, a Região Autónoma dos Açores apesar de apresentar ainda um PIB (Produto Interno Bruto) por habitante inferior ao valor médio nacional, foi de todas as regiões que ainda estão abaixo do nível nacional de produção de riqueza, a que mais convergiu para o valor do país (89% do valor nacional em 2015 face a 81% em 2000).Em 15 anos, os valores do PIB por habitante aproximaram-se do valor nacional em todas as regiões, com exceção do Alentejo que se distanciou ligeiramente (de 92% em 2000 para 91% do valor nacional em 2015).

E Lisboa foi a única região que apresentou anualmente um PIB por habitante superior à média nacional ainda que tenha registado uma tendência de diminuição e consequente aproximação do valor de Portugal.

Ainda segundo o retrato do país, publicado pelo INE, em todas as regiões NUTS II, com exceção do Algarve, o crescimento médio foi positivo nos períodos 2000-2005 e 2005-2010 e negativo no quinquénio 2010-2015.

Os Açores surgem entre as regiões do país onde as disparidades nos ritmos de crescimento médio foram mais expressivas, a par do Alentejo Litoral, da Região Autónoma da Madeira, Terras de Trás-os-Montes, e no Alto Tâmega - sub-regiões que registaram simultaneamente maiores crescimentos médios no período 2000-2005 e diminuições reais do PIB mais significativas no quinquénio de 2010-2015.

Quase metade das empresas apostam na inovaçãoO Instituto Nacional de Estatística refere no seu retrato do país que os Açores (49,4%), a par do Alentejo (53,7%) e do Norte (49,7%), destacam-se como estando acima da referência europeia (49,1%) no que se refere à proporção de empresas com atividades de inovação.

Os dados referentes ao período 2012-2014, mostram ainda que, em três das sete regiões NUTS II (Centro, Lisboa e Alentejo) mais de metade das empresas desenvolvia atividades de inovação. No Centro (60,2%) e na Área Metropolitana de Lisboa (57,8%), a proporção de empresas com atividades de inovação superou mesmo o valor médio nacional.

Segundo o INE, no período em análise, cerca de 53,8% das empresas em Portugal desenvolveram atividades específicas para implementar uma inovação de produto, de processo, organizacional ou de marketing - uma percentagem superior ao valor médio europeu.

Considerando a dimensão da empresa, verifica-se que em Portugal e em todas as regiões NUTS II do país, as grandes empresas apresentavam uma maior propensão para realizar atividades de inovação.

O INE revela ainda que, entre 2013 e 2015, a importância dos setores de alta e média alta tecnologia era mais expressiva no tecido empresarial da Área Metropolitana de Lisboa e das regiões Centro e Norte.

E adianta que os Açores constavam entre as sub-regiões que apresentaram valores mais baixos - inferiores a 3% - quanto à proporção de empresas, de pessoal ao serviço e de VAB (Valor Acrescentado Bruto) nos setores de alta e média-alta tecnologia.


Fonte: Açoriano Oriental

 

 

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