Economia

Construção perdeu 119 mil postos de trabalho desde 2002 - Federação

  • 9 de Fevereiro de 2010
  • 191 Visualizações, Última Leitura a 19 Novembro 2017 às 10:20
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O sector da construção perdeu 119 mil postos de trabalho desde 2002 e este ano o desemprego pode atingir 96 mil trabalhadores, segundo dados apresentados hoje pela Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP).

O sector da construção "perdeu 119 mil trabalhadores desde 2002, empregando atualmente 530 mil pessoas", disse o presidente da Associação da Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), Reis Campos, uma das associadas da Federação da Construção.

"Em 2009, a construção perdeu 56 mil postos de trabalho", afirmou o presidente da FEPICOP, Ricardo Pedrosa Gomes, avançando que se a tendência de quebra na atividade não se inverter, este ano "o desemprego no sector pode atingir 96 mil pessoas".

Os dois responsáveis falavam na conferência de imprensa em que a FEPICOP fez o balanço da atividade do sector em 2009 e apresentou as perspetivas para este ano.

O presidente da Federação da Construção disse que a solução para o desemprego no sector passa pela aposta no investimento em áreas ligadas à recuperação de edifícios, que "têm um efeito mais rápido" na geração de emprego, e defendeu o alargamento de programas como o Parque Escolar a outras áreas.

Em 2009, "a contração do volume de produção da construção rondou os nove por cento, o que constitui o pior resultado observado no passado recente e o maior contributo anual para a redução de 30 por cento sofrida pela produção do sector em termos acumulados desde 2002", afirmou o presidente da Federação.

Ricardo Pedrosa Gomes disse que o investimento novo no segmento habitação "deverá ter sofrido em 2009 a maior quebra observada desde 1994" (ano em que o Instituto Nacional de Estatística começou a fornecer dados), "já que o número de fogos novos licenciados até novembro se situou nos 23,9 mil, uma quebra de 45 por cento face ao período homólogo de 2008".

A construção de edifícios não residenciais deverá, por seu turno, ter recuado cerca de 10,5 por cento no ano passado, enquanto a produção do segmento de engenharia civil deverá ter aumentado cerca de cinco por cento no ano passado, impulsionada pelos concursos públicos lançados em 2009.

Para este ano, a Federação da Construção prevê uma quebra do nível de produção "na ordem dos seis por cento".

"O ano de 2010 poderá vir a revelar-se muito ingrato para o sector da construção", afirmou Ricardo Pedrosa Gomes, adiantando que o segmento habitacional deverá registar uma quebra na ordem dos 17 por cento e o segmento não residencial um recuo de cerca de 7,5 por cento.

Para o segmento engenharia civil, a Federação da Construção prevê uma "evolução positiva", com um crescimento de cerca de três por cento.

 

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