Economia

Indústria conserveira atravessa uma das piores crises

  • 27 de Agosto de 2017
  • 175 Visualizações, Última Leitura a 19 Fevereiro 2019 às 15:46
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

O presidente da direção da associação Pão do Mar revelou que a indústria conserveira dos Açores atravessa uma das maiores crises da sua história.“Atualmente o setor está a passar pela pior crise do século e uma das piores da sua história”, afirmou Rogério Veiros.

Para o responsável existem vários fatores que contribuem para agravar a situação destas empresas. “Por um lado, a escassez de matéria-prima nos Açores obriga a indústria a importar e, por outro lado, no mercado internacional estamos a assistir a uma procura no Atlântico acima do habitual, o que tem provocado uma pressão elevada nos preços. Além disso, este ano, o pescado apresenta características que baixam a rentabilidade e a produtividade”, revelou.Rogério Veiros referiu ainda que estes fatores, associados aos custos de insularidade - que implicam que se transportem latas vazias, azeite e muitos outros fatores de produção -, resultam que a indústria açoriana esteja sob uma pressão muito elevada, diminuindo a margem e conduzindo a uma situação de perda de competitividade.

“À semelhança de outras Regiões da Europa, onde existem apoios à insularidade, a Região precisa urgentemente de ter uma política que permita a sustentabilidade deste setor”, defendeu, lembrando que “não é nada que não seja feito por outros países da União Europeia, tais como França, Itália e Espanha, que apoiam e incentivam a sua indústria conserveira insular com políticas mais agressivas que os Açores”. Rogério Veiros lembrou mesmo que na Madeira toda a indústria existente encerrou, porque a Região não prestou atenção ao setor. O presidente da direção da associação Pão do Mar defendeu ainda a definição de um plano de proteção do setor nos Açores.

“A Região tem de criar condições de competitividade, desde logísticas (descargas nos portos), ao incentivo à promoção das nossas conservas, até ao apoio económico aos constrangimentos da insularidade. O saber fazer das nossas mulheres são um património que nos permite ter uma perspetiva de futuro positiva, mas há muito trabalho por fazer”, afirmou, defendendo que “desde a pesca, passando pelos custos de contexto, pelo incentivo à modernização e pela promoção há um trabalho difícil, mas possível, para o qual a indústria e a Região têm de estar em sintonia”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Quatro mais Três? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos