Economia

Açores integram candidatura do país a programa espacial

  • 28 de Agosto de 2017
  • 77 Visualizações, Última Leitura a 20 Novembro 2017 às 07:31
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Candidatura de Portugal a programa europeu tem por objetivo detetar a trajetória de objetos espaciais, nomeadamente lixo espacial.

A candidatura ao programa “Space Surveillance and Tracking (SST, Vigilância e Rastreio Espacial) foi apresentada esta semana, refere em comunicado o Ministério da Defesa, que preparou o processo, em coordenação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, a Presidência do Conselho de Ministros e os Governos Regionais dos Açores e da Madeira.

Segundo a agência espacial europeia ESA, o lixo espacial constitui “uma das principais ameaças aos sistemas de satélite”, dos quais dependem serviços de telecomunicações, meteorologia ou transportes.A ESA estima que mais de 700 mil detritos estejam na órbita terrestre e possam danificar ou destruir os satélites que ainda estão ativos.

O Ministério da Defesa Nacional adianta que, a ser aprovada a candidatura, a participação de Portugal no SST “permitirá capacitar” o país em “áreas sensíveis e tecnologicamente diferenciadas” e “contribuir para uma maior segurança nacional e internacional no e do espaço”.

O programa europeu, para o qual foi atribuído um financiamento global de cerca de 190 milhões de euros, no atual quadro comunitário (2014-2020), possibilita a criação de “uma rede cooperativa europeia capaz de mapear, seguir e estimar trajetórias de objetos espaciais, sejam satélites ativos ou lixo espacial”.

De acordo com o ministério, o SST visa reduzir o risco de colisão com objetos durante as missões espaciais, calcular “a pegada destruidora” na superfície da Terra em caso de reentrada dos objetos na atmosfera e vigiar a atividade dos satélites não-europeus “que ponham em perigo a segurança e a defesa da Europa”.

O programa, ao qual aderiram países como Alemanha, França, Reino Unido, Holanda e Espanha, entrou na fase de candidaturas finais e arranca, em termos práticos, em 2018, disse à Lusa o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor.

Portugal candidata-se ao SST com uma verba inicial de até 1,4 milhões de euros, inscrita na Lei de Programação Militar, lê-se na resolução de Conselho de Ministros, aprovada em julho, que cria, na dependência do ministro da Defesa, Azeredo Lopes, o “Grupo de Projeto Space Surveillance and Tracking”, que tem como missão preparar a candidatura ao SST e operacionalizar os projetos nacionais propostos.

O SST, segundo o diploma, irá “contribuir para o desenvolvimento das duas regiões ultraperiféricas nacionais, os Açores e a Madeira, aproveitando e maximizando a sua vantagem geoestratégica”.

O ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior assinalou, a este propósito, que o arquipélago dos Açores beneficia de uma localização adequada para ter sistemas de monitorização de satélites.


Fonte: Açoriano Oriental / Lusa

 

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