Economia

Barcos barulhentos da Atlânticoline prejudicam observação de cetáceos

  • 30 de Junho de 2017
  • 271 Visualizações, Última Leitura a 24 Maio 2019 às 16:56
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As empresas marítimo-turísticas da Terceira estão descontentes com a rota que os barcos da Atlânticoline utilizam para a ligação à Graciosa e que passa pela zona onde decorrem as atividades que desenvolvem na observação de cetáceos.

Na atual operação sazonal de transporte de passageiros e viaturas, a Atlânticoline está a operarcom os barcos "Master Jet" e "Mega Jet", que produzem maior nível de ruído quando se deslocam do que os navios utilizados em anos anteriores.

De acordo com o biólogo marinho Breno Toste, o ruído produzido pelas embarcações e o facto das mesmas efetuarem uma rota pelo sul da Terceira, a cerca de três milhas da costa, está a perturbar as baleias e golfinhos que fogem do local onde costumam mostrar-se ou fazem mergulhos mais profundos.

"O barulho provocado pelos barcos está a afetar os animais e a imagem do turismo dos Açores", afirmou.

Para Breno Toste, a situação poderia ser resolvida com a mudança de rota dos barcos na ligação à Graciosa para norte da Terceira, numa zona afastada do local onde decorrem as atividades turísticas que envolvem cetáceos.

"Temos apenas três horas para desenvolver a nossa atividade, por isso as empresas marítimo-turísticas da Terceira estão a ser prejudicadas. Apelamos à Atlânticoline que faça a alteração da rota na ligação entre a Terceira e a Graciosa", disse.

Breno Toste adiantou que as empresas marítimo-turísticas da Terceira ainda não avançaram com contactos formais com a administração da Atlânticoline tendo em vista resolver o problema.

"Até agora as empresas marítimo-turísticas da Terceira apenas decidiram dar conhecimento dessa situação através da comunicação social", afirmou.

Atlânticoline sem queixas

Entretanto, o presidente da Atlânticoline, Carlos Faias, disse ontem à Antena 1 - Açores, que as empresas marítimo-turísticas da Terceira nunca fizeram qualquer reclamação sobre a rota que os barcos da Atlânticoline efetuam as ligações entre a Terceira e a Graciosa.

"Só tivemos conhecimento dessa situação através da comunicação social. Nunca recebemos qualquer alerta das empresas marítimo-turísticas da Terceira", disse.
Apesar dos dois barcos que estão a assegurar as ligações da operação sazonal da Atlânticoline serem diferentes dos que operaram em anos anteriores, Carlos Faias assegura que não houve alteração na rota da ligação com a Graciosa.

"As rotas têm em conta o conforto e a segurança dos passageiros. Creio que seria mau para a imagem do destino Açores se esses aspetos não fossem considerados", referiu.
No entanto, o presidente da Atlânticoline manifestou abertura para abordar o assunto com as empresas marítimo-turísticas da Terceira que se consideram prejudicadas.

A operação sazonal de transporte marítimo de passageiros e viaturas da Atlânticoline teve início no passado mês de maio e decorre até ao final de setembro.

Fonte: Diário Insular

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