Economia

Empreendedorismo cria 300 postos de trabalho

  • 19 de Junho de 2017
  • 60 Visualizações, Última Leitura a 21 Agosto 2017 às 11:47
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Pequenos negócios inseridos em medidas de apoio ao empreendedorismo criaram cerca de trezentos postos de trabalho.

Na última década surgiram nos Açores mais de 270 novos negócios ao abrigo de programas de apoio ao empreendedorismo. Nestes negócios, em vários setores da atividade económica, foram  criados cerca de 300 postos de trabalho, de acordo com os dados disponibilizados pelo gabinete de Empreendedorismo Social e Microcrédito Bancário, gerido pela Cresaçor - Cooperativa Regional de Economia Solidária.

O Microcrédito Bancário foi a medida que mais candidaturas recebeu e com negócios implementados. Desde a entrada em vigor da medida, há cerca de dez anos, foram 84 as empresas criadas, resultando num montante aprovado, junto dos bancos protocolados, de 1 milhão e 300 mil euros. Na última década, houve 764 candidaturas ao Microcrédito, e destas 127 foram aprovadas, tendo, contudo, chegado ao fim do processo e  aberto atividade 81 projetos.

A diferença entre as candidaturas e as aprovações deve-se  - de  acordo com o Diretor Regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade, Ricardo Medeiros - ao facto de ser “uma medida que apoia as pessoas desempregadas ou estão com emprego precário, ou que perderam o acesso ao crédito. Quando contactam a DRAIC e a Cresaçor, e à medida que vão desenvolvendo o processo, muitas destas pessoas não reúnem os requisitos”.

Do total das candidaturas (764), 16% dos candidatos não reuniram os requisitos de acesso à medida, adianta o diretor regional ao Açoriano Oriental. Mas, por outro lado, também há os que durante o processo conseguem arranjar emprego e desistem da candidatura. Nos últimos dez anos, segundo Ricardo Medeiros, desde o início e términos do processo, 12% dos candidatos  arranjaram emprego e desistiram da candidatura. “Quase cem pessoas arranjaram emprego, o que é muito positivo”, sublinha o diretor regional, acrescentando que as candidaturas  estão “dentro das expectativas”.

O Microcrédito foi criado há cerca de 10 anos e  a “taxa de sucesso é de  17 por cento, enquanto que a nível nacional é 10 por cento”, reforça.

A contribuir também para esta taxa de sucesso, explica Ricardo Medeiros, está o facto de em 2013  o Governo ter passado - com o objetivo de  “facilitar um pouco mais a aprovação das candidaturas - a garantia bancária de 25 para 75%”. Desta forma, o teto máximo que as empresas podem ter são 20 mil euros e o Governo Regional garante - em caso de insucesso - aos bancos protocolados a cobertura de 75% do montante. “E desde daí temos assistido a um  aumento das candidaturas”, garante o diretor regional.

Relativamente ao tipo de negócios - e de acordo com os dados do Gabinete de Empreendedorismo Social e Microcrédito Bancário -, são das mais diversas áreas ligadas à agricultura, comércio, hotelaria, indústria, restauração e serviços,  sendo que no último ano e meio a área de negócio predominante é o turismo (empresas de animação turística e alojamento local). Este gabinete é constituído por uma equipa multidisciplinar e descentralizada, que procura fomentar o empreendedorismo, nas suas diversas dimensões, apoiar os promotores e promotoras de pequenos negócios em candidaturas e a diversos sistemas de incentivo,  nomeadamente à Medida Microcrédito, assegurando o apoio técnico na preparação dos projetos e acompanhamento do ciclo de vida completo dos projetos, desde a sua conceção, implementação e desenvolvimento.

Na última década já prestou apoio técnico a mais  de 500 processos de empreendedores e/ou promotores, chegando outras candidaturas como o CPE-PREMIUM destinado a beneficiários de prestações de desemprego, em que é antecipado o subsídio de desemprego na totalidade para investimento num negócio. Na última década abrangeu 123 promotores que criaram  o seu próprio posto de trabalho. Em muito menor número surge candidaturas ao Mercado Social de Emprego, Formação, Empreendedorismo Social, Formação em Empreende Jovem, Pro-Rural e Competir +. 
As ilhas de São Miguel e Terceira são as que apresentam maior número de candidaturas em todos os programas.

Segundo o Diretor Regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade, a pouca adesão das ilhas mais pequenas tem a ver com a concorrência existente nas mesmas, onde a “implantação de serviços é razoável” e também porque as “pessoas ficam mais à espera de arranjar um emprego do que implantar o seu próprio negócio”,  em contraponto com as ilhas maiores, em que “as pessoas são mais ativas na procura de emprego”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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