Economia

Recolha de algas gerou 450 mil euros nos Açores o ano passado

  • 14 de Junho de 2017
  • 139 Visualizações, Última Leitura a 20 Outubro 2017 às 00:35
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O secretário regional do Mar dos Açores revelou hoje que no ano passado foram recolhidas 450 toneladas de algas no arquipélago, o que gerou 450 mil euros, estando contabilizados cerca de 130 apanhadores, "muitos deles pescadores".

"Esta foi uma atividade que já existiu na região e que ressurgiu em anos mais recentes em grande parte devido, também, à Associação de Pescadores da Graciosa, e que está a ter algum sucesso”, declarou à agência Lusa Gui Menezes, apontando esta como uma fonte de rendimento alternativa para os profissionais da pesca.

Gui Menezes adiantou que o Governo dos Açores, preocupado com a sustentabilidade da apanha de algas, que pode ser comprometida pelo excesso de recolha, tem promovido ‘workshops’ com apanhadores da Graciosa e de São Miguel, e vai avançar com um programa de monitorização para que “não se comprometa o futuro da atividade”.

As algas são usadas para fins científicos e culinários, bem como na indústria farmacêutica, sendo conhecidas pela comunidade científica cerca de 30.000 espécies de algas, havendo nos Açores uma grande variedade.

No arquipélago, procedeu-se à certificação das algas com a Marca Açores, de forma a assegurar o seu local de origem e a sua diferenciação.

O governante adiantou que na ilha Graciosa, onde o executivo açoriano se encontra em visita estatutária, foi cedido um espaço da Lotaçor, empresa pública que gere as lotas dos Açores, à associação de pescadores, para assegurar a secagem das algas.

Gui Menezes esclareceu ainda que, na ilha Terceira, a Associação de Mulheres de Pescadores e Armadores, além de promover palestras sobre esta temática, tem vindo a utilizar as algas com fins culinários, com o apoio do Governo dos Açores.

O presidente da Associação de Pescadores Graciosenses precisou que na ilha a apanha de algas rendeu em 2016 um valor na ordem dos 50 mil euros a cerca de 15 pescadores.

“Acreditamos que, não só na Graciosa como a nível regional, este é um negócio que poderá crescer e beneficiar muita gente na pesca. Nota-se claramente que a atividade está em crescimento e poderá ser um escape à pesca”, sublinhou Lázaro Silva.

A apanha de algas surgiu numa altura de “dificuldades” financeiras, impostas pelas paragens biológicas de várias espécies nas pescas dos Açores, a mais relevante das quais é o goraz.

Na Graciosa, o goraz, que possui grande valor comercial, representa 85% do rendimento dos pescadores, que asseguram uma frota pesqueira composta por 37 embarcações.

Lázaro Silva explicou que tem sido possível escoar as algas por via da exportação para uma empresa no norte de Espanha, o principal cliente.

No caso específico desta empresa espanhola, o dirigente referiu que as algas são utilizadas na indústria farmacêutica e cosmética, bem como na gastronomia, designadamente em pudins.


Fonte: LUSA

 

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