Economia

Açorianos vão poder comprar carro elétrico com apoio da Região

  • 5 de Junho de 2017
  • 1198 Visualizações, Última Leitura a 15 Setembro 2019 às 22:06
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Os Açores vão ter regime de incentivos financeiros para aquisição de veículos elétricos e rede de postos de carregamento.

Massificar a utilização de veículos elétricos nos Açores é um objetivo do Governo Regional e, para conseguir que isso aconteça, está a ser preparado um regime de incentivos financeiros que irá contemplar a aquisição de carros exclusivamente elétricos, a conversão de veículos para propulsão elétrica e a aquisição de unidades de carregamento lento.

A par deste regulamento, estão em preparação concursos públicos para a implementação, a curto prazo, de uma rede pública de postos de carregamento de veículos elétricos que irá abranger todos os concelhos dos Açores.

Como explicou Andreia Carreiro, diretora regional da Energia, no que se refere aos incentivos, estão a ser desenhados de modo a incentivar a compra de carros elétricos pelos particulares, isto porque um dos obstáculos que é mais apontado pelos automobilistas em geral é o custo inicial significativo dos veículos elétricos. Os apoios financeiros que serão disponibilizados pela Região irão, pois, comparticipar este investimento inicial.

A diretora regional da Energia salienta que, apesar do custo do veículo ser superior aos carros movidos a combustível, os veículos elétricos comportam menos custos de funcionamento, não só porque “o custo por quilómetro do carregamento de um elétrico é cinco vezes menos do que o abastecimento do veículo de combustão interna”, mas porque existem já benefícios fiscais associados à opção pela mobilidade elétrica.

A nível nacional, empresas e particulares que optem por carros elétricos, além de beneficiarem de um apoio de 2500 euros do Fundo Ambiental para a sua compra, ficam isentos do Imposto sobre Veículos (ISV) e do Imposto Único de Circulação. E na Região, as empresas que fizerem essa opção podem ainda deduzir à coleta em sede de IRC (até ao limite da mesma) parte dos lucros reinvestidos na aquisição de veículos elétricos, sendo que, repara Andreia Carreiro, “existem outros benefícios para empresas que demonstrem um aumento da competitividade com a compra de um veículo elétrico”.

A Região prepara agora outros incentivos financeiros, sendo que está a ser pedida aos municípios açorianos colaboração no sentido de implementarem eles próprios medidas que incentivem também a adoção do carro elétrico, como sejam o estabelecimento de zonas de estacionamento gratuito para estes carros.

Está ainda previsto que o governo regional inicie este ano a substituição da frota da administração regional por veículos elétricos. Será também disponibilizado um simulador, através do portal dedicado à mobilidade elétrica, a fim de ajudar o utilizador de veículos elétricos a tomar uma decisão.

 

Postos de carregamento em todos os concelhos

A Região vai implementar, “a curto prazo”, uma rede de postos de carregamento de veículos elétricos que irá abranger todos os concelhos dos Açores.

De acordo com a diretora regional da Energia, Andreia Carreiro, “nós vamos colocar só postos de carregamento rápido, que permitem o carregamento do veículo em 20 minutos”. A rede que será pública, deverá ter entre 25 a 28 postos de carregamento, e a sua exploração será concessionada a privados. “Não queremos, de todo, ter postos na via pública abandonados. Queremos ter privados associados”, sublinhou a diretora regional.

Neste momento, estão a ser preparados os concursos públicos para a implementação da rede que, diz a diretora regional, pretende-se que seja feita a “curto prazo”.

“Muitas vezes questionam porque não avançou [a criação da rede de postos de abastecimento] numa fase piloto. Não consigo dar essa resposta, mas o que posso dizer é que vamos entrar já na fase de mercado. Não faz sentido fazer o projeto como projeto-piloto porque já temos os ensinamentos do que aconteceu a nível nacional. E, como a nível nacional, juntamente com a Mobi.E, nossos parceiros nesse projeto, estão a iniciar a fase de mercado, é nesta fase que nós vamos querer entrar”, sublinhou Andreia Carreiro que assegura que, neste momento, não existe “nenhum impedimento” ao projeto.


Fonte: Açoriano Oriental

 

 

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