Economia

PIB dos Açores regressou aos crescimentos de antes da crise

  • 6 de Junho de 2017
  • 601 Visualizações, Última Leitura a 17 Setembro 2019 às 15:06
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A estimativa das contas regionais do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) aponta para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos Açores de 2,1 por cento no ano passado, face a 2015.

A confirmar-se esse crescimento, será o maior crescimento anual do PIB dos Açores desde 2008, ainda antes da crise financeira e dos anos da ‘troika’ em Portugal, entre 2011 e 2014.

Será também um crescimento superior ao estimado para o PIB em 2015 e que terá sido de 1,7 por cento face a 2014. Caso se confirmem as estimativas para o crescimento do PIB dos Açores em 2016, a Região poderá também ter regressado no ano passado a valores de riqueza bruta produzida pela economia da ordem dos 3800 milhões de euros, igualando assim os melhores valores atingidos antes da crise.  Até 2010, o PIB dos Açores cresceu regularmente com percentagens da ordem dos 2 por cento ao ano. Contudo, de 2010 para a frente houve três anos consecutivos de recessão. Nessa altura, o PIB dos Açores baixou 1,8% em 2011; 3,5% em 2012 e 1,6% em 2013. A economia açoriana só começou a retomar em 2014, ano em que cresceu apenas 0,7%.

As estimativas do PIB regional constituem uma primeira indicação sobre o andamento da economia e podem ser revistas quando estiverem disponíveis os dados definitivos anuais do PIB relativos a 2016. Recorde-se que os últimos dados definitivos disponíveis são os de 2014.

Em declarações ao Açoriano Oriental, o economista e presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), Mário Fortuna, admite que os dados provisórios do PIB revelam que “estamos a entrar de novo num ciclo de crescimento, sustentado numa conjuntura nacional positiva que nos arrasta”.

Mário Fortuna considera também que os Açores, tal como o País no seu todo, “estão a beneficiar com o crescimento do setor do turismo e tudo o que a ele está associado, como o transporte, a restauração, a hotelaria ou mesmo a reabilitação urbana, com o crescimento do alojamento local”.

O economista e presidente da CCIPD diz também que o investimento está mais “criterioso” devido à forma como os bancos concedem atualmente crédito às empresas.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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