Economia

Dormidas no alojamento local são as que mais crescem

  • 30 de Maio de 2017
  • 300 Visualizações, Última Leitura a 24 Abril 2019 às 02:43
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Até março, as dormidas totais aumentaram perto de 10%, sendo o alojamento local a tipologia a registar maior crescimento.

O número de dormidas em alojamento local no primeiro trimestre deste ano registou um crescimento superior aos restantes tipos de alojamento.

De acordo com a publicação trimestral da atividade turística por tipo de alojamento do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), de janeiro a março deste ano, as dormidas totais nos Açores aumentaram perto de dez por cento, tendo o alojamento local sido a tipologia a registar maior crescimento.

Os dados mostram que o alojamento local apresentou uma taxa de crescimento de 13,7 por cento, enquanto a hotelaria tradicional registou 10,5 por cento.

A publicação trimestral da atividade turística mostra ainda que por ilhas, a Terceira com 220% foi aquela onde o alojamento local mais cresceu, com mais do triplo das dormidas (mais de três mil) em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. Seguiu-se São Jorge com 216% (mais de 500 dormidas), as Flores com 16,7% e São Miguel com nove por cento (quase mais duas mil dormidas).

Relativamente aos hóspedes, a taxa de crescimento do alojamento local foi ainda mais positiva, tendo esta tipologia de alojamento no primeiro trimestre, apresentado uma taxa de 36% enquanto a hotelaria tradicional registou 10,3%. Por ilhas, também nos hóspedes, a Terceira registou a maior taxa de crescimento com 312,8% (quatro vezes mais que no ano anterior, mais de 1100 hóspedes) seguindo-se São Jorge com 75%, São Miguel com 33% (mais de 1700 hóspedes), Flores com 19,7% e Pico com 17,4%.

Já a hotelaria tradicional, que registou perto de 245 mil dormidas no primeiro trimestre, foi o tipo de alojamento a registar mais dormidas, o que representou um aumento de 10,5% nas dormidas e um aumento de 10,3% nos hóspedes, relativamente ao mesmo período de 2016. A ilha que concentrou maior número de dormidas, de janeiro a março de 2017, foi a de São Miguel, seguida da Terceira e do Faial.

Refira-se que nos estabelecimentos hoteleiros, os proveitos totais somaram 9,6 milhões de euros e os proveitos de aposento 6,6 milhões de euros, equivalendo aumentos de 19,6% e de 17,4% respetivamente, em comparação com o período homólogo. As ilhas de São Miguel, Terceira e Faial foram as que tiveram maior peso no total dos proveitos.



Dormidas diminuem em espaço rural e pousadas da juventude

Do lado oposto, surgem o turismo em espaço rural e as pousadas da juventude, cujo número de dormidas caiu 30,7 por cento e  7,3  por cento, respetivamente, no primeiro trimestre.

No caso do turismo em espaço rural verificam-se grandes oscilações de ilha para ilha na evolução do número de dormidas. Assim, enquanto o número de dormidas caiu em São Miguel e no Pico (41,6% e 45,2%, respetivamente), registou-se um crescimento do número de dormidas nas ilhas de Santa Maria (100%), Terceira (24,4%), Graciosa (222,2%), e Faial (26,1%).

Neste segmento, os dados do SREA mostram ainda um aumento dos proveitos totais que chegaram perto dos 97 mil euros nos primeiros três meses do ano, o que significa um crescimento de mais de 9% face ao ano anterior.

Gilberto Vieira da associação de turismo em espaço rural ‘Casas Açorianas’ considerou que esta perda de dormidas pode estar ligada ao fenómeno do alojamento local que tem vindo a aumentar no arquipélago, com muita oferta em áreas rurais. No entanto, realçou que o turismo em espaço rural tem características e oferece experiências distintas do alojamento local.

“O turismo em espaço rural afirma-se por parâmetros diferenciadores como a autenticidade, a hospitalidade sincera, a interação sociológica e cultural, para além do manancial natural que toda esta vivência envolve”, afirmou, realçando que “um traço comum da generalidade dos clientes que procuram as nossas casas é a busca de sossego, contacto com a natureza e aspetos culturais e vivenciais que desconhecem e, nesses campos, temos muito de surpreendente para oferecer”.

Gilberto Vieira acrescentou ainda que “ao contrário do que se possa pensar, não são só pessoas de mais idade que procuram estas características: há casais jovens, famílias inteiras e também estudiosos que vêm explorar aspetos mais ou menos específicos do habitat natural e etnográfico do mundo rural açoriano”.

No caso das pousadas da juventude entre janeiro e março, verificou-se uma redução do número de dormidas nas ilhas de Santa Maria (-7,1%) e São Miguel (-41,6%), enquanto nas ilhas Terceira, Pico e São Jorge cresceu (44,9%, 64% e 75%, respetivamente).

No arquipélago existem pousadas da juventude nas ilhas de São Miguel, Santa Maria, Terceira, São Jorge e Pico, que disponibilizam mais de 300 camas em quartos individuais e múltiplos. Além da rede regional de Pousadas de Juventude, existe ainda uma Pousada de Juventude municipal, localizada no concelho da Lagoa.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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