Economia

Governo admite que falência ameaça 25 empresas e pode lançar 450 pessoas no desemprego

  • 3 de Fevereiro de 2010
  • 222 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 20:26
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O Governo Regional dos Açores admitiu hoje que as elevadas dívidas fiscais e à Segurança Social poderão determinar o encerramento de 25 empresas no arquipélago, lançando no desemprego cerca de 450 trabalhadores.

A secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques, em declarações aos jornalistas no intervalo de uma reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, revelou que a situação destas empresas, com actividades em áreas como a construção civil, o comércio e o turismo, está a ser seguida pela Inspeção Regional do Trabalho (IRT).

"Muitas das empresas que fecham as portas na região já não cumpriam com os seus compromissos antes da crise", frisou Ana Paula Marques, reconhecendo a existência de algumas situações de salários em atraso nos Açores.

Ana Paula Marques admitiu a possibilidade do desemprego crescer no arquipélago nos próximos meses, mas realçou que a situação atualmente registada nos Açores - 6000 desempregados numa população ativa superior a 100 000 trabalhadores - está entre as melhores da Europa.

A responsável salientou que a região tem a "quarta taxa de desemprego mais baixa a nível europeu", destacando o empenho do executivo regional no relançamento da economia e na atribuição de ajudas aos desempregados.

Na reunião com os parceiros sociais açorianos, a secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social apresentou o plano do governo açoriano para o combate ao emprego precários, que privilegiará este ano o sector das empresas de segurança e higiene.

Estas actividades empregam centenas de pessoas na região, o que justifica, segundo Ana Paula Marques, uma intervenção da IRT para acabar com situações de algum abuso sobre trabalhadores de baixa qualificação.

Num comentário aos dados avançados por Ana Paula Marques sobre as dificuldades do tecido empresarial, o vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada, Nuno Moniz, considerou que o número de empresas em má situação é superior ao referido pelo governo, alertando que se vive uma "situação preocupante" na região.

O dirigente da maior organização representativa dos empresários açorianos alertou para a necessidade de combate ao "trabalho ilegal, que faz concorrência às empresas cumpridoras", exigindo mais fiscalização por parte da IRT.

Por seu lado, Graça Silva, da CGTP, reivindicou igualmente o reforço da actividade da IRT, denunciando o clima de "chantagem sobre os trabalhadores", alegadamente desenvolvido pelos empregadores a pretexto da situação de crise.

A dirigente sindical alertou ainda para a prática de baixos salários, em particular no que se refere a trabalhadores com rendimentos que lhes impedem o acesso a quaisquer benefícios fiscais, associando a situação ao agravamento da pobreza nas ilhas.

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