Economia

Comissão Europeia quer reduzir desemprego nas ilhas

  • 1 de Abril de 2017
  • 270 Visualizações, Última Leitura a 23 Março 2019 às 00:51
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Presidente da Comissão Europeia pretende reforçar apoios para diminuir o desemprego jovem nas RUP.
O presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker manifestou a intenção de reforçar a aposta na redução do desemprego nas regiões ultraperiféricas, em especial o desemprego jovem que atinge “números aterradores”.

“Todos precisamos de conjugar esforços. O combate do desemprego é uma responsabilidade partilhada dos governos com a Europa. É perigoso esperar que a Europa tenha resposta para tudo. Essa situação pode criar falsas esperanças que podem redundar em desespero”, alertou o presidente da Comissão Europeia durante o seu discurso no 4.º Fórum das Regiões Ultraperiféricas, em Bruxelas.

Jean-Claude Juncker sugeriu um melhor aproveitamento dos programas Erasmus ou Cosmos, este dedicado a empresas, indicando que podem dar um “apoio importante para o combate ao desemprego”.

O presidente da Comissão Europeia recebeu um memorando das RUP que pediram “solidariedade e competitividade para as empresas”. O líder da União Europeia assumiu a forte ligação com as regiões ultraperiféricas, acrescentando que todos fazem parte da Europa.  “Os milhares de quilómetros que nos separam são colmatados com uma grande proximidade no coração. Se nos juntarmos, cada um terá mais êxito”, disse Jean-Claude Juncker, acrescentando que pretende “dar respostas concretas, localizadas e o mais rápido possível às preocupações dos nossos cidadãos, aonde estiverem”.

O presidente da Comissão Europeia admite que “os constragimentos das RUP estão bem reconhecidos” e apenas uma “análise específica, região a região, poderá responder a esses desafios”.

Jean-Claude Juncker afirmou que a Comissão vai preparar uma “estratégia renovada” ao longo dos próximos meses, através da análise da informação apresentada durante este Fórum das RUP. “Não estamos na nossa torre de marfim a fazer isto sozinhos, mas convosco em parceria”, sublinhou.

Numa longa intervenção sobre a importância das RUP e a coesão da Europa, Jean-Claude Juncker recorreu ao humor para destacar a importância de manter a estratégia da União Europeia.“Recentemente perguntei a Vladimir Putin (presidente da Rússia) se sabia porque o Luxemburgo nunca tinha atacado a Rússia. Disse que não tínhamos espaço suficiente para guardar todos os prisioneiros. Somos o único país que é pequeno. Outros países maiores vão saber isso em breve. O princípio da subsidiariedade é um principio sábio na Europa”, assinalou.



Menos desemprego

Os Açores são a região com a taxa mais reduzida de desemprego das RUP, inclusivamente no desemprego jovem, no entanto, Vasco Cordeiro sublinhou que esta é uma questão que preocupa sempre o governo regional dos Açores porque “esta é uma batalha que ainda não está vencida”.

As palavras de Jean-Claude Juncker foram “ouvidas com expectativa e curiosidade”, porque ainda não chegou a fase do “otimismo”, que poderá apenas chegar no final do ano quando a Comissão Europeia apresentar um comunicado com propostas concretas para as RUP.

Segundo os dados apresentados pela União Europeia, os Açores tinham uma taxa de desemprego de 12,8 por cento, em 2015, com uma taxa de desemprego jovem (15-24 anos) de 41,5 por cento.

O líder do desemprego das RUP são as Canárias, com uma taxa de desemprego de 29,1 por cento, e com um desemprego jovem de 53,5 por cento.

A região com a maior taxa de desemprego jovem é a ilha de Maiote (França), com uma taxa de desemprego jovem de 60,7 por cento.


Agricultura pede mais verba

O presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, considerou ser “imperioso um aumento de 20 por cento do POSEI” e uma maior autonomia na gestão dos fundos comunitários.

O representante da agricultura regional indicou que a crise do leite “tem o dedo da União Europeia”, porque decidiu abolir as quotas leiteiras, acrescentando que “o investimento que se faz na agricultura dos Açores permite resolver vários problemas de toda a economia da Região”.

“Uma agricultura falida provoca problemas sociais gravíssimos, com custos ainda mais elevados na área social”, afirmou.

Jorge Rita aproveitou para convidar todos os representantes das RUP e a Comissão Europeia a visitar a Região. “Vão ver vacas felizes e pessoas simpáticas que vivem com algumas dificuldades”, indicou.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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