Economia

Sacos de plástico taxados em todo o comércio a partir de sábado

  • 26 de Março de 2017
  • 372 Visualizações, Última Leitura a 17 Agosto 2018 às 10:59
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A partir do próximo sábado, a taxa paga pelos sacos de plástico vai passar a abranger todo o comércio a retalho da Região.

Introduzida a 1 de abril do ano passado para as grandes superfícies comerciais, a taxa de 4 cêntimos paga pelos sacos de plástico estende-se a partir de sábado a todo o comércio regional.

Numa conversa de balanço ao primeiro ano da introdução desta medida na Região, o diretor regional do Ambiente revelou que a aplicação da ecotaxa pela disponibilização de sacos de plástico nas grandes superfícies evitou, até ao final do ano passado, a introdução de cerca de 30 toneladas de plástico no ambiente.

De acordo com Hernâni Jorge, entre 1 de abril e 31 de dezembro de 2016, houve uma redução superior a 75 por cento da quantidade de sacos plásticos disponibilizados nas grandes superfícies, o que representa menos cerca de 30 toneladas de plástico no ambiente.

Hernâni Jorge destacou ainda que esta medida já permitiu alterar hábitos e reduzir o uso de plástico.

“O balanço só pode ser extremamente positivo, porquanto é manifesto que o principal objetivo da medida, que passa pela alteração dos hábitos promovendo a substituição de sacos de plástico leves por meios reutilizáveis de transporte das mercadorias, está ser alcançado”, revelou, acrescentando que “os comerciantes e os consumidores açorianos souberam adaptar-se, desde a aprovação da medida em 2014, dando mostras de uma elevada consciência ambiental e responsabilidade social”.

Neste sentido estima que, “apenas nos nove meses de vigência da medida em 2016, aplicável unicamente em grandes superfícies comerciais, terão sido retirados do consumo cerca de 4,5 milhões de sacos de plástico, sobretudo sacos de plástico leve. Mesmo assim, foram distribuídos e sujeitos à taxa de 4 cêntimos pouco mais de 1,3 milhões de sacos de plástico”.

O responsável adiantou ainda que esta ecotaxa permitiu à Região arrecadar “pouco mais de 53 mil euros”.


Plásticos causam graves problemas ambientais

Os plásticos são a causa de graves problemas ambientais, como é o caso da poluição marinha, alertou o diretor regional do Ambiente. “Em geral, os plásticos permanecem largo tempo na natureza, antes de se degradarem, causando problemas ambientais graves, como é o caso da poluição marinha”, explicou Hernâni Jorge.

Entre os danos ambientais conhecidos, o responsável do ambiente lembrou, por um lado, que “as grandes quantidades de resíduos plásticos que estão depositadas nos oceanos, facilmente entram nas cadeias alimentares marinhas, com consequências negativas para espécies e, consequentemente, acabam chegando ao sistema de consumo e à alimentação humana”.

Por outro lado, destacou que são “imensas as quantidades de plásticos presentes nos lixos marinhos, à superfície, na coluna de água, nos fundos e até nas costas e praias que estão cheias de microplásticos”.

Refira-se que os sacos de plástico são produzidos a partir de fontes não renováveis, como hidrocarbonetos, contribuindo para as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e geram um fluxo de resíduos que tem crescido acentuadamente, porque habitualmente são descartáveis após a primeira utilização.

Apesar da maioria dos plásticos serem integralmente recicláveis, muitos sacos não chegam a entrar na fileira de reciclagem por falta de colocação em ponto de recolha para reciclagem ou por serem reutilizados como sacos do lixo, passando a integrar o fluxo de resíduos indiferenciados, em muitos casos não submetidos a triagem e cujo destino final acaba sendo a eliminação.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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