Economia

Empresas garantem novos negócios na SISAB

  • 9 de Março de 2017
  • 245 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2019 às 00:39
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O último dia do Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas (SISAB) permitiu a várias empresas fechar novos negócios ou abrir caminho para uma fase de propostas empresariais.

O saldo apresentado pelos empresários açorianos foi “positivo”, sendo que o principal destaque esteve do lado das empresas de conservas.

Roberto Ferreira, administrador da Santa Catarina, indicou que recebeu uma proposta concreta para a realização de uma compra de “grande quantidade” para um país africano.  “Recebemos uma solicitação para um negócio muito interessante de alguns contentores. É um negócio com um grande potencial”, revela.

O empresário conta que esta feira permite estabelecer contactos “mais concretos, aonde se define os preços e quantidades”, enquanto outros contactos “não se concretizam por dificuldades de produção, preço ou logística”.  “Em muitos países em que estamos presentes os contactos começaram na SISAB. A grande maioria dos visitantes procura obter informações da nossa linha Gourmet, porque temos recebido diversos prémios a nível nacional. Ainda recentemente, no concurso nacional de conservas, ganhamos, pelo sexto ano consecutivo, o prémio do melhor dos melhores. Muitos clientes já obtiveram referências dos nossos produtos e procuram comprar para vender em lojas de mercearia fina”, explica.

Neste momento, as vendas para o exterior já representam 50 por cento das vendas da Santa Catarina. A marca tem ganho maior notoriedade, o que permite garantir a sua sustentabilidade. “Nós já temos clientes espalhados por todo o Mundo, mas também conseguimos crescer muito no mercado nacional. Já estamos presentes na maioria das cadeias de distribuição”, frisou.

João Vieira, administrador da Corretora, destacou a realização de três negócios para os Estados Unidos da América e Espanha. “O nosso atum é muito bom. É uma marca premium e existe sempre nichos de mercado que procuram adquirir este produto. No mercado espanhol há atum muito barato e não é fácil entrar com um produto com maior qualidade”, indicou.

O proprietário da conserveira destacou ainda a realização de contactos com importadores de outros países africanos e europeus.

António Azevedo, comercial da Lactaçor, também concretizou “dois ou três contactos com um potencial quase garantido de negócio”. A empresa açoriana deverá garantir ao longo das próximas semanas negócios com a França e Estados Unidos da América para a venda de “queijos”. “Mostraram interesse pelo queijo de São Jorge, queijo de São Miguel e queijo Ilha Azul. São estes queijos que nos trazem mais valias porque têm sido reconhecidos ao nível de concursos nacionais e internacionais”, explicou.

A exportação representa 10 por cento das vendas da Lactaçor, que também comercializa leite para a China e Angola. 
Violante Medeiros, representante da Profrutos, apresentou um “balanço positivo da presença na SISAB”, destacando que este evento “permitiu estar mais próximo de quem coloca o produto à venda para o consumidor”.

“Ganhamos muitos contactos internacionais que procuram produtos derivados do Ananás. São produtos com um prazo de validade mais alargado que podem ultrapassar várias fronteiras”, assinalou.

Luís Dias, representante da empresa Lima & Quental, estabeleceu diversos contactos com importadores durante a feira e espera receber o retorno desta missão empresarial ao longo dos próximos meses. “Esperamos fazer novas vendas ao longo dos próximos meses. Houve interesse para a compra de bebidas, principalmente para a Europa. Também recebemos o interesse de importadores dos Estados Unidos da América”, assinalou.

A empresa micaelense recebeu propostas pelo Gin Rocha Negra, integralmente destilado nos Açores. “Até ficamos admirados porque as pessoas que nos procuravam já conheciam este gin”, sublinha o empresário, acrescentando que a empresa já garantiu um distribuidor para o mercado continental e estabeleceu contactos para alargar a distribuição no continente.

A empresa Quintal dos Açores, proveniente da freguesia da Candelária, também esteve presente na SISAB pelo sexto ano consecutivo. O empresário Fernando Sousa destaca que esta feira “não é um supermercado” para se vender produtos diretamente, mas permite estabelecer contactos e aumentar as vendas para o exterior. “Nós já vendemos 20 por cento da nossa produção para a exportação. Considero que a participação neste evento é muito importante para as empresas regionais, porque permite solidificar as relações com os nossos clientes e permite iniciar novas negociações. Também é preciso reconhecer o esforço do Governo Regional que nos permite estar presente nesta feira. Nós somos uma pequena empresa e seria difícil estar aqui de outra forma”, frisou.

O empresário indicou que os importadores procuram a “pimenta da terra” para o mercado da saudade, enquanto para a Europa as vendas são de “sabores genuínos dos Açores. O doce de ananás, amora, figo, nêspera, capucho e a geleia de piri-piri”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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