Economia

Transporte todo o ano com carga rodada não é consensual

  • 30 de Janeiro de 2017
  • 378 Visualizações, Última Leitura a 24 Agosto 2019 às 22:32
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A especialista e consultora em transporte marítimo, Demecília Freire, considera que o atual modelo de transporte marítimo de passageiros e viaturas nos Açores está ‘esgotado’ e mostra-se também contrária à aquisição de dois novos navios com capacidade para 650 passageiros como pretende o Governo dos Açores.

No seu entender, o Grupo Central ficaria mais completo e harmónico nas suas necessidades de transporte com uma terceira embarcação do tipo das duas com que a Atlânticoline já opera, no circuito Terceira-Graciosa - São Jorge, completando-se o circuito regional com o aluguer de apenas um navio de maiores dimensões, um navio “capaz, que não tivesse mais de 15 anos”, ao contrário dos atuais e que faria o trajeto Flores/Faial/Terceira/São Miguel/Santa Maria, voltando à ilha das Flores com as mesmas escalas.  Na Terceira e no Faial faria o transbordo dos passageiros de e para as embarcações mais pequenas.

Quanto à possibilidade de se realizar o transporte de passageiros e viaturas todo o ano e não apenas na época alta como atualmente, justificando-se esse alargamento com a introdução da modalidade da carga rodada - não contentorizada e já diretamente no meio de transporte - Demecília Freire considera essa opção para justificar os dois novos navios que a Região pretende adquirir, como um erro.

Isto por entender não fazer sentido implementar um sistema de carga rodada nos Açores que faça concorrência ao sistema de carga tradicional. “E depois quem paga”, questiona a especialista em transporte marítimo, para quem o próprio mar alteroso de inverno poderia por em causa a segurança da carga rodada dentro dos navios.

Sandro Paim, por seu lado, reconhece que a  questão do transporte marítimo de passageiros e viaturas não é consensual entre as três câmaras do comércio dos Açores, uma vez que este assume uma muito maior importância económica e social no Grupo Central do que no Grupo Oriental. Por isso, recusa dar uma visão em nome da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores sobre esta matéria.

O presidente em exercício da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores considera, contudo, que a operação durante todo o ano não será viável do ponto de vista dos passageiros, tudo dependendo da carga rodada que possa ser gerada por esse sistema, mas sempre em complementaridade com o transporte marítimo contentorizado.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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