Economia

Carlos César acusa PSD de ter discurso "tipo Miss Universo"

  • 1 de Fevereiro de 2010
  • 207 Visualizações, Última Leitura a 26 Setembro 2017 às 07:31
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

O presidente do PS/Açores, Carlos César, acusou sábado o PSD de ter um discurso “tipo Miss Universo”, que não promove o desenvolvimento, mas também avisou os socialistas para não se acomodarem aos cargos “para o resto da vida”.

“Não esperamos nada do PSD/Açores, que tem uma liderança com um discurso tipo Miss Universo, sobre o balanço do Coliseu (Micaelense), os próximos bailados ou mudança de nomes de ruas. Isso não dá pão aos açorianos, não adianta nada para o desenvolvimento e a resolução da crise”, afirmou Carlos César.

O líder socialista regional, que falava aos jornalistas em Ponta Delgada depois de ter votado nas eleições para a presidência do PS/Açores, em que foi o único candidato, considerou que o partido tem que começar a preparar-se para as regionais de 2012, o que implica uma renovação.

“É indispensável a renovação das listas no próximo congresso, que não será para ver o calendário passar, nem para brincadeiras”, frisou, defendendo que “para o PS ganhar eleições é preciso capacidade de renovar, retirar o que está velho”.

Para Carlos César, no congresso que se realiza em finais de Fevereiro, o PS/Açores “deve dar sinal muito claro a todos os que pecam por inércia”, admitindo que na estrutura do seu executivo regional “há gente assim”.

“Temos que ser corajosos para não permitir que (os que ocupam lugares públicos) se deixem dominar pela inércia e julguem que estão nesses cargos para o resto da vida”, frisou.

“Quero um partido que responda aos desafios do presente, mas dê garantias de futuro e não como o PSD/Açores, que é um partido que apenas lamenta, não apresenta propostas e tem um discurso absolutamente inútil na sociedade açoriana”, afirmou.

Nesse sentido, defendeu que os socialistas devem apresentar nas eleições regionais de 2012 “gente nova, com nova energia e nova visão do mundo”, mas escusou-se a revelar se essa mudança também o envolve, mantendo a dúvida sobre se pretende voltar a candidatar-se à presidência do governo regional.
 

"Ridículos" argumentos de Alberto João Jardim     

Por outro lado, o presidente do PS/Açores, Carlos César, considerou “completamente ridículos” alguns argumentos apresentados por Alberto João Jardim para justificar um aumento de verbas para a Madeira na Lei das Finanças Regionais, aconselhando-o a poupar nas despesas correntes.

“Não quero ofender Alberto João Jardim, mas alguns argumentos (que apresentou para o aumento das transferências para a Madeira) são completamente ridículos”, afirmou Carlos César, em declarações aos jornalistas em Ponta Delgada.

Referindo-se em concreto ao argumento do líder madeirense relacionado com os custos da orografia, o também presidente do governo açoriano considerou que é uma questão que “já foi ultrapassada graças a acção de Alberto João Jardim, que furou montanhas e fez túneis em todos os lados”.

“Nós (nos Açores) temos portos e aeroportos que exigem um grande manancial financeiro para o funcionamento e são afectados periodicamente por tempestades. Não há comparação possível”, defendeu.

No mesmo sentido, considerou que “também não tem comparação possível o gasto em despesas correntes na Madeira e nos Açores”.

“É uma diferença que deve fazer pensar Alberto João Jardim. Devia pensar porque gasta o seu governo tanto em despesas correntes, acima do que me parece razoável”, afirmou.

Para Carlos César, “se (o governo madeirense) poupasse um pouco mais nas despesas correntes, talvez não precisasse de ter mais na Lei das Finanças Regionais”.

Nas declarações que prestou aos jornalistas, o líder socialista açoriano reafirmou a posição relativamente à revisão da Lei das Finanças Regionais, frisando que os Açores têm revelado “contenção na despesa pública”, mas têm custos superiores aos da Madeira devido à dispersão por nove ilhas.

“Não é fundamental para os Açores ter mais dinheiro, não olhamos o país como um sítio de onde vem sempre mais dinheiro, mas dizemos com muita firmeza que o Estado tem o dever de tratar as regiões conforme as suas necessidades e uma região com nove ilhas tem mais necessidades do que uma com duas”, afirmou Carlos César.

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Sete mais Quatro? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos